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Luiz Carlos Merten

22 Fevereiro 2009 | 20h07

Gosto de ‘O Leitor’ e vocês sabem quanto tenho defendido o filme de Stephen Daldry, mesmo reconhecendo seus defeitos. E daí? Mas eu também acho, como o Leopoldo, que a Kate Winslett, mesmo presumível (provável?) vencedora do Oscar de melhor atriz, deveria estar concorrendo por ‘Foi Apenas Um Sonho’ e não por ‘O Leitor’. Aliás, no Globo de Ouro, que venceu duplamente, ela foi melhor atriz pelo filme do marido, Sam Mendes, e melhor coadjuvante pelo de Daldry. Ocorre que, no prêmio da academia, os produtores é que inscrevem os concorrentes e Kate foi indicada para melhor atriz. Na verdade, essa é uma situação antiga, porque que eu me lembre Tatum O’Neal ganhou como coadjuvante em 1973, por ‘Lua de Papel’, de Peter Bogdanovich, e a menos que esteja sendo traído pela memória, ela parece em cena o tempo todo, tão protagonista quanto seu pai, Ryan O’Neal. Mas Tatum era criança e a academia achou que não dava para inscrevê-la como melhor atriz, permitindo que Glenda Jackson recebesse seu segundo Oscar, por ‘Um Toque de Classe’, de Melvin Frank, após o primeiro, três anos antes, por ‘Mulheres Apaixonados’, de Ken Russell. Sobre ‘Revolutionary Road’, assisti ao filme de Sam Mendes em Portugal e não tive tempo de vê-lo de novo, desde que cheguei. Mas é o tipo do filme que tem crescido no meu inconsciente. Grande pequeno filme, como bem o definiu o Leopoldo.