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Gostei/Não gostei

Luiz Carlos Merten

05 Julho 2007 | 11h43

Lá vou eu escandalizar a Mariana e o Rober, que não viram nada em Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Eu vi. Acho que o Surfista, com sua carga dramática, colocou o filme em outro patamar e, principalmente, forneceu ao diretor Tim Story uma chave, uma história – que o primeiro filme não tinha. O Surfista, escravo do destruidor de mundos, age por amor. Ser romântico é a sua danação e isso faz com que o tema do amor, o tema do casal se torne dominante em relação aos outros personagens – o casamento do Sr. Fantástico com Sue, o Tocha e a militar gostosa, o Coisa e sua namorada cega. Não vou dizer que seja maravilhoso, mas para um produto de consumo achei bem decente, com algumas idéias muito interessantes. Quanto ao fato de a Mariana e o Rober preferirem os diretores que imprimem sua marca aos super-heróis… OK, se estamos falando de Sam Raimi ou mesmo de Christopher Nolan. Quanto ao Tim Burton, confesso que tenho cada vez menos paciência com ele. Gostava do Tim Burton em Edward Mãos de Tesoura e Ed Wood, gostei de novo em A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, mas os Batmans dele nunca foram uma paixão. Têm mais visual do que densidade e quanto a A Incrível Fábrica de Chocolate… Que porre aquele filme tão autoconsciente, de um diretor que fica dizendo o tempo todo ‘Olhem como sou crítico’ e a magia, cadê a magia? Eu procurei em vão. Renato Sampaio cobra comentários de O Despertar de Uma Paixão, Paris Eu te Amo e O Balconista 2. Não vi o Balconista e até comentei ontem que tenho de ver, justamente para ter alguma opinião sobre o filme e seu diretor (sobre Kevin Smith já tenho – ele parecia mais interessante quando lançou a geração vídeo no primeiro Balconista). Paris Eu te Amo estréia amanhã e eu ia falar depois, mas já vou dizendo que gosto muito dos episódios de Walter Salles e Daniela Thomas, do de Hsiao Hisien-Hsiao com a Juliette Binoche e do de Dépardieu, com um co-diretor de quem não lembro o nome, com Gena Rowlands. Quanto a O Despertar de Uma Paixão, já falei aqui sobre o filme e o que escrevi até originou uma discussão interessante sobre o escritor W. Somosert Maugham, de quem eu gosto, mesmo correndo o risco de parecer demodê.

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