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Luiz Carlos Merten

17 Dezembro 2010 | 13h06

Mea culpa, mea máxima culpa. Tenho de confessar que induzi meu editor ao erro. Embora meu texto sobre ‘Tron – O Legado’, na capa de ontem do ‘Caderno 2’, seja todo em cima da ideia da reinvenção do filme antigo e que a simples sinopse – o filho do personagem de Jeff Bridges etc e tal – deixe claro que se trata de uma sequência, quando meu editor, Dib Carneiro Neto, me perguntou se era remake, respondi no automático que sim. Sorry, mas não é. Volto ao filme porque não postei nada sobre ‘Tron’, depois de assistir ao filme de Joseph Kosinski. Rubens Ewald Filho estava no cinema e até se ofereceu para me emprestar o original, de 1982, que não vi. Saímos meio que falando mal, mas tenho de admitir que o novo ‘Tron’, ‘O Legado’, permaneceu comigo. Gostei muito da trilha do Daft Punk e amei a relação pai/filho, entre os personagens de Jeff Bridges e Garret Hedlund, e também o fato de que o embate entre Bridges, o usuário, e o programa construído à sua imagem no mundo virtual, Clu, tenha a simplificação de um western de Budd Boetticher, em que o mocinho e o vilão representam sempre as duas faces da mesma moeda. Tudo isso é muito bacana, mas confesso que me cansam as correrias e perseguições na arena e elas talvez sejam a razão de ser de ‘Tron’, porque o projeto foi concebido como uma gigantesca operação de marketing para vender 1001 jogos, bonecos e o escambau. Uma perguntinha – olhava para aquele guri, o filho, e tinha a impressão de conhecer o ator. De onde? Vocês sabem que não tenho muita paciência de pesquisar na internet. Aguardo as informações.