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Luiz Carlos Merten

26 Abril 2007 | 13h10

RECIFE – Falei mal, não sei se tão mal, quando vi Descaminhos no Festival de Documentários. A produção coletiva da empresa mineira Camisa Listrada não me convenceu muito, por mais que o trem seja, no meu imaginário, uma coisa de Minas. Tem até a capa daquele disco (coisa mais antiga!) do Milton Nascimento com o trem, a Maria Fumaça. Enfim. Vi ontem aqui no Recife a nova produção da Camisa Listrada. Cinco Fragmentos para Uma Quase História reúne alguns (acho que dois) diretores de Descaminhos. É ficção. Cinco histórias que adquirem unidade, num roteiro coral que lembra vagamento o de Amores Brutos. Cinco Fragmentos é o Amores Brutos mineiro, com seis diretores (dois assinam uma das histórias) em vez de um, como no filme do Iñárritu. São cinco relatos que tratam de personagens obsessivos que, de alguma forma, me lembraram os vampiros de Curitiba do Dalton Trevisan. São os vampiros de Belo Horizonte. Estou saindo para almoçar, mas quero postar daqui a pouco sobre os curtas, incluindo um deles, feito pelo mineiro Rafael Conde. Tem muito a ver, curiosamente, com Descaminhos. Aguardem!