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Luiz Carlos Merten

15 Outubro 2007 | 14h51

Meu editor, Dib Carneiro Neto, me perguntou há pouco se eu queria ver Jane Fonda, em ‘Barbarella’, ao som de Julie London? Vocês, que são internautas de carteirinha, já devem ter visto/ouvido, mas fomos ao youtube – quer dizer, ele foi – e lá estava Jane, na ficção científica cult de Roger Vadim, com a voz imortal de Julie ao fundo, cantando ‘Fly Me into the Moon’. Me lembrei na hora do Clint Eastwood, Cowboys do Espaço, que termina com o astronauta morto, na Lua, olhando a Terra para sempre, ao som justamente de Fly Me into the Moon, só que na voz de Sinatra. Vejam agora Jane. Até hoje não sei se o filme do Vadim é bom. Provavelmente, não, como tudo o que ele fez nos anos 60, mas me lembro quando vi Barbarella pela primeira vez. O filme era apresentado como a reação européia ao frio racionalismo de Kubrick em ‘2001 Uma Odisséia no Espaço’. É curioso que, depois, os críticos tenham dito a mesma coisa de ‘Solaris’, do Tarkovski, que seria, mas não é, o ‘2001’ do cinema soviético. Era muito interessante aquela visão mais bagunçada – e erotizada – do futuro, que o Vadim tinha. Tudo era meio improvisado (as naves, por exemplo) e se o clássico do Kubrick tinha o monolito negro, ‘Barbarella’ tinha John Philip Law como o anjo. Viajei no youtube.