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Luiz Carlos Merten

11 Setembro 2007 | 15h43

Alex Sandro, comentando meu post do Festival do Rio, diz que, ao contrário do que afirmei, ele leu na Folha online que os filmes do Ang Lee e Todd Haynes, premiados no Festival de Veneza, vêm para o Festival do Rio. Aleluia! Fico feliz da vida, mas só quero retificar que o meu post não dizia se vinham, ou não. Apenas comentei que o Festival do Rio, por ser em cima do de Veneza, não tinha muito tempo hábil para trazer os grandes filmes exibidos no Lido. Leon Cakoff, que dispõe de um prazo maior – a Mostra de São Paulo é em outubro –, tem trazido os grandes premiados de Veneza e esse tem sido um diferencial importante do evento paulistano. Fico muito feliz de saber que poderei ver todos esses filmes no Rio. Vai ser melhor, quando estiver fazendo a cobertura da Mostra. Espero falar hoje com Ilda Santiago para, finalmente, ficar por dentro do Festival do Rio 2007. Pode ser presunção da minha parte, mas, se a agenda dela não anda fácil – às vésperas do festival -, a minha virou um caos. (Deve ser o inferno astral, pré-aniversário.) Há dias que andamos um atrás do outro e não conseguimos nos achar! Quanto ao comentário da Pedrita, acho que o fato de o Festival do Rio investir no mercado não o inviabiliza como evento ligado ao cinema de arte. Vamos cair naquela coisa ‘se é arte não pode ter comércio’ e eu confesso que não ando com muita paciência para esse tipo de discussão. O cinema de arte, afinal, faz parte do mercado – perguntem ao André Sturm, da Pandora, se ele tem condições de ficar investindo em Resnais, se Medos Privados em Lugares Públicos não tiver retorno – e, considerando-se que parte do colegiado que preside o Festival do Rio é ligado à produção de cinema (via Total Entertainment), acho que a preocupação é legítima. Por outro lado – na verdade, é o mesmo lado –, a força do festival está na sua diversidade. Temos homenagens, retrospectivas, panorama do cinema mundial, Première Brasil, Midnight Movies, Festival Gay – tudo para todos. Tem até carnaval – a promoter Liège Monteiro, madrinha da Grande Rio, sempre aproxima a escola de samba do Festival do Rio. Tivemos até uma feijoada na quadra da Mangueira, há um par de anos! Não sei quanto a vocês, mas sou carnavalesco assumido. Já fui até ver clássico no Maracanã com a galera de convidados do festival! Arte, sim. Mercado, sim. E festa – afinal, é o Rio, a Cidade Maravilhosa. Ouvi alguém dizer – ‘o balneário’?