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Festival do Rio (6)/Ferve o caldeirão

Luiz Carlos Merten

10 Outubro 2017 | 10h35

RIO – O blog tem essa linguagem mais direta, as coisas saem espontâneas e objetivas. Por exemplo – decepcionei-me com O Nome da Morte. O mundo já caiu sobre a minha cabeça. Decepções à parte, é sempre mais interessante ver como a seleção dialoga e os filmes repercutem – uns nos outros. O coronel nordestino que, no documentário Em Nome da América, dá tiros para exibir o revólver e diz que trabalhador rebelde ele mata, poderia muito bem – ele ou seus descendentes – estar contratando o pistoleiro de O Nome da Morte e a Sinhazinha de Açúcar, batendo na garota que ‘ousa’ lhe cobrar o dinheiro, são todos da mesma laia. Nesse mundo de poderosos, estamos todos f… A mãe de coração e seu filho, ambos outsiders em As Boas Maneiras. O professor de natação condenado sem prova, nas redes sociais, em Aos Teus Olhos. Hoje à noite teremos O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida, sobre assalto a um restaurante de luxo e, amanhã, Como É Cruel Viver assim, de Júlia Rezende, sobre grupo de pobretões que se ensaia no crime sequestrando milionário. O caldeirão social brasileiro ferve na Première Brasil.