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Festival do Rio (12)/E gira a roda da vida, um Woody Allen dos grandes

Luiz Carlos Merten

15 Outubro 2017 | 11h18

RIO – Entre Todos os Paulos do Mundo e o Woody Allen tivemos uma hora e meia de intervalo, e para mim foi ótimo porque aproveitei para jantar. Terminei voltando ao Amarelinho, no qual não colocava os pés havia anos, desde que despediram um maitre que era, com os clientes pelo menos, super gente fina. Wonder Wheel, Roda Gigante. Habemos Oscar. Corto meus pulsos – é metafórico, não me cobrem isso – se Kate Winslet não for indicada para melhor atriz. Na verdade, ela já deveria ganhar antecipadamente, mas eu mesmo me antecipo. O filme, informou Ilda Santiago, estava passando naquele horário – 11 da noite – porque estava fazendo sua estreia mundial no Festival de Nova York e era preciso esperar que terminasse a sessão de lá para iniciar a daqui. A vida como um parque de diversões, Coney Island nos anos 1950. A segunda parceria de Woody com o grande Vittorio Storaro. Justin Timberlake faz um salva-vidas. Tem um affair com Kate, mulher de Jim Belushi, cuja filha, que foi casada com um gângster e está jurada de morte, reaparece na vida do pai. O que é a vida, afinal? Justin faz mestrado, quer ser dramaturgo, no estilo dos europeus. Kate é ex-atriz. Morre de ciúme e assume sua miséria humana ao fazer uma coisa terrível, tudo porque Justin forma triângulo com Juno Temple e ela. Crimes e pecados. Achei um Woody Allen dos grandes, mas na saída me informaram que as primeiras críticas nos EUA – enquanto víamos os caras já estavam escrevendo – eram arrasadoras, ou quase. Não é um filme de Woody, disseram alguns gringos burros. É! E o desfecho… Crime, pecado e danação/condenação. Outro Oscar para Kate Winslet, por favor.