Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Cultura

Cultura » Festival ao vivo

Cultura

Luiz Carlos Merten

29 Setembro 2009 | 18h53

Como estou redigindo aqui em São Paulo, vou dispensar a procedência, mas são posts que se referem a Rio, ao Festival do Rio. Em primeiro lugar, quero dize que estou adorando fazer a mediação nos debates. Vocês podem, acompanhar entrando no site do festival e buscando o link ‘festival ao vivo’. Não sei se é possível recuperar debates já passados, mas de qualquer maneira ainda tenho três ou quatro filmes para mediar e vou avisando vocês. Quero antecipar que a seleção da Première Brasil, que me parecia tão auspiciosa, não tem correspondido. Gostei mesmo só de um filme, o de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. Embora seja uma pedreira, ‘Insolação’, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas, é bem interessante. É mais do que posso dizer de ‘Hotel Atlântico’. A incursão de Suzana Amaral pelo universo masculino não me apanhou – pelas bolas, como deveria -, mas eu confesso que, mesmo não sendo gado, ainda estou tentando ruminar a essência da obra, como Suzana, aliás, espera que o público, como um todo, faça. Estou perdendo hoje à noite o ‘Inquilinos’, de Sérgio Bianchi. Vou ter de recuperar amanhã à tarde, na sessão que precede o diálogo com o público. Vi ontem ‘Bellini e o Demônio’, de Marcelo Galvão, mesmo diretor de ‘A Rinha’. Achei meia-boca, mas mentiria, se dissesse que o filme não tem coisas boas (e é mais do que consigo dizer de ‘A Rinha’). Fora da Première Brasil, tenho visto/revisto algumas coisas da programação geral. ‘Lake Tahoe’, do mexicano Fernando Eimbke, é ainda melhor do que me pareceu em Berlim, no ano passado, e olhem que eu já era entusiasta do filme, esperando que ele recebesse mais do que o prêmio da crítica. Não gostei do ‘Bad Lieutenent’, de Werner Herzog, em que Nicolas Cage, conscientemente ou não, interpreta Klaus Kinski ao fazer o papel de um tira viciado. O filme trata de obsessão e loucura – as praias do diretor – e não é remake do cult de Abel Ferrara, embora tenha seu título e o personagem do policial drogado. Gostei – muito – de ‘500 Dias com Ela’, de Marc Webber, mas esse não é um filme para tentar resumir numa frase. Merece posts (no plural) inteiros. Aguardem a próxima estreia, lançamento da Fox. Revi um pedaço de ‘Distrito 9’ e o filme é legal (já havia gostado em Cancun, na junket da Sony). Estou saindo para o Comunique-se. Na volta, posto mais alguma coisinha, antes de me preparar para a maratona de amanhã, que vai começar cedo. Meu vôo será às 7h30, acho.