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Luiz Carlos Merten

07 Janeiro 2008 | 11h11

Como minha caixa estava lotada, precisei dar uma geral nos e-mails, em busca de uma informação que necessitava. Não encontrei a que procurava, mas, em compensação, achei duas notícias que vocês muito provavelmente até já sabem. Com a a assinatura de Cristine Aymé, a simpática assessora de imprensa do Festival de Cannes, recebo a informação (da semana passada) que Sean Penn vai ser o presidente do júri em 2008. ‘Indian Runner’ já havia passado no festival, mas imagino que este novo status – a presidência do júri, que Clint Eastwood e Quentin Tarantino já ocuparam – deva-se ao sucesso de crítica de ‘Into the Wild’. Recebi outro e-mail do Festival de Berlim com a programação completa da seção Panorama. ‘Maré, Nossa História de Amor’, de Lúcia Murat, integra o lote. Não posso dizer que gosto integralmente do filme da Lúcia, mas ele tem uma energia e um entusiasmo que me seduzem. E a coreografia, então…? Acho que a musicalidade de ‘Maré’ leva jeito de arrebatar os alemães. No ano passado, outro filme brasileiro ligado ao universo musical – ‘Antônia’, da Tata Amaral – teve uma sessão muito bonita. Agora, não há dúvida de que o grande acontecimento mundano de Berlim, em 2008, vai ser a exibição mundial do longa de estréia de Madonna como diretora (no Panorama), ‘Fifth and Wisdom’. Não sou lá muito fã da Madonna, como cantora ou atriz, mas imagino que vá ser um Deus nos acuda. A ida de Madonna a Cannes, quando foi mostrar ‘Na Cama…’, é considerada um dos maiores acontecimentos midiáticos da história do festival que já é o mais midiatizado do mundo. Não sou eu que digo. No ano de seu 60º aniversário, Cannes listou as visitas que causaram mais sensação. Além da de Madonna, a número um foi a de Lady Di. Incrível, duas celebridades, nenhuma delas realmente ligada ao cinema…