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Luiz Carlos Merten

14 Setembro 2008 | 17h49

Tive uma belíssima festa de aniversário na sexta à noite, num buffet de Pinheiros, cercado de familiares e amigos queridos. Não vou poder citar todos, e já peço desculas antecipadas, mas lá estavam minha filha Lúcia, Dib Carneiro, Fátima Cardeal, Leila Reis, Silvana Arantes, as Cinnamon Girls (Lia, Mona, Marione etc), Renata Cajado, Edu Elias, Margarida Oliveira, Adhemar Oliveira, Roseli, Gabriel Vilela e a turma do ‘Salmo 91’ (Cláudio Fontana, Ando, Fregnan e Cacá, que até hoje não sei se se escreve assim ou se é Kaká), mais a ala jovem do Caderno 2, Camila Molina, João Luiz Sampaio, Etiene, o Francisco. Comemos, bebemos, assistimos a show de fogos, entrou a ala-show da Unidos do Peruche, com dez ritmistas e três mulatas do outro mundo, fizemos o maior carnaval e ainda dançamos de ‘Love Is in the Air’ a ‘Dancing Queen’. Não é demais? Antes de assistir a ‘Mamma Mia’, sabia que existia um Abba e só. No dia seguinte estava na maior balada com o hit deles. Vilmar, um dos amigos que me faltaram na festa, já comentou que adora minhas digressões filosóficas de aniversário e eu acrescento que elas me acompanham até a hora da minha festa. Aí é botar tudo pra fora, é confraternizar com os amigos. Meus caros amigos… Ontem, fui ver mais um Resnais e depois rever o ‘Canções de Amor’. Que filme mais bonito e melancólico! Aquela gente toda cantando a morte, o recomeço, mas existe ali uma certa amargura do que está perdido para sempre. A vida é caminhada, para a frente, não se pode nem deve, sob pena de ficar paralisado, prender-se ao passado, mas também acho que seria falta de sensibilidade não reconhecer que, nessa dinâmica toda, existem as perdas, aquilo que ficou para trás e nada nem ninguém trará de volta. Lembro-me do poema de Woodsworth que Kazan usou como epígrafe de ‘Clamor do Sexo’ e também de ‘Desejo e Reparação’, que tratam justamente disso. O importante é que após um dia de recuperação, estou voltando. E já pensando na festa dos 64, 65… Até onde der. No meio da festa, Silvana me puxou num canto e lembrou que Fernando Meirelles também é virginiano, do dia 11, apenas um dia antes do que eu. Havia conversado com o Meirelles na rádio Eldorado AM, na sexta pela manhã, a propósito da estréia de ‘Ensaio sobre a Cegueira’, e como não sabia ou não lembrava da data, omiti o fato. Meirelles, aliás, devce estyar feliz da vida. Ontem, no Arteplex, só dois filmes tiveram lotações esgotadas à tarde é a noite. Foram justamente ‘Mamma Mia’ e ‘Cegueira’. Já antecipo as críticas à ‘alienação’ do público. Aiaiai. Os cães passam e a caravana ladra. Perdão, é o contrário…

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