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Luiz Carlos Merten

27 Setembro 2010 | 10h09

RIO – Olá! Cá estou na sucursal do ‘Estado’ e, antes mesmo de começar a redigir meu material do dia, para a edição de amanhã do ‘Caderno 2’, quero dar uma geral sobre o Festival do Rio. Tenho feito entrevistas incríveis. Já me encontrei com Jerzy Skolimowski – a entrevista está no jornal de hoje -, com Michael Madsen e Marcelo Pyñeiro. Ontgem, fiz a mediação de um debate do Rio Market, discutindo fórmulas de sucesso, se é que elas existem, com Fernando Meirelles, Bruno Barreto e Marcos Jorge. E os filmes! André Miranda, do ‘Globo’, diverte-se. Diz que Rodrigo Fonseca, também do ‘Globo’, ele e eu somos os únicos que amamos incondicionalmente ‘A Suprema Felicidade’. Não é verdade, mas, se assim for, será. Não vou renunciar ao meu amor pelo filme de Jabor por estar no contrafluxo. Não será a primeira vez. E o filme é maravilhoso. Gostei bastante do Skolimowski, ‘Essential Killing’, premiado em Veneza, e estou em êxtase com o programa duplo que vi ontem à noite no Shopping Gávea. Em Gramado, havia sido interpelado por um jovem diretor de curtas, que me acusou de ser assassino da carreira dele  e da de outros cineastas , porque disse, num debate, que, de maneira geral, os curtas não estavam me interessando muito. Vi ontem um curta que me deixou chapado. Desde ‘Satori Uso’ não via nada tão estimulante quanto ‘A Verdadeira História da Bailarina de Vermelho’, de Alexandra Colasanti e Samir Abujamra. Um curta conceitual, aparentado com o de Rodrigo Grota, e que no meu imaginário já entrou para um panteão onde estão ‘Ilha das Flores’, de Jorge Furtado, e ‘Di Glauber’. É do mesmo nívelo, para vocês terem uma ideia. O curta de Alexandra e Samir foi o aperitivo ideal para o longa que veio a seguir. Havia encontrado Helena Ignez antes da sessão, ela apresentou ‘Luz nas Trevas’ e eu acho que foi embora, porque não a vi na saída. A sequência, que não é uma continuação, ela esclareceu, de ‘O Bandido da Luz Vermelha’, baseia-se no roteiro de Rogério Sganzerla, mas há um crédito – roteiro adaptado de Helena Ignez. Nei Matogrosso faz o próprio bandido, que está preso, e ele canta ‘Sangue Latino’ no desfecho, o que é um regalo que se soma aos muitos que o fime oferece. Mas ‘Luz nas Trevas’ é o ator que faz o garoto, filho do Luz Vermelha, André não sei das quantas. Preciso descobrir, porque ele é ótimo e forma uma dupla e tanto com Djin Sganzerla, cada vez mais bela (e talentosa). Quando foi que deu o click em Djin? A primeira vez que a vi foi numa peça, achei fraquinha, mas depois ela não parou de crescer, como mulher e atriz. Gostei demais de ‘Luz nas Trevas’. Saí do cinema numa espécie de exaltação. Ia correr para tentar ver ‘Os VIPs’ no Odeon BR, porque, afinal, faço o debate do filme agora à tarde, com Wagner Moura e o diretor Toniko Melo. Preferi decantar a ‘Bailarina’ e o ‘Luz’. Sentei-me num pequeno restaurante próximo ao Shopping Gávea, chovia e eu fiquei ‘viajando’ naqujeles pingos d’água em pedras escaldantes – em karaokês, sempre canto com minha amiga Leila Reis ‘Olho para a chuva que não quer cessar/Nela vejo meu amor…’ Preciso correr agora. Tenho matérias, entrevistas (uma por telefone, com Baz Luhrmann) e preciso ver o ‘VIP’s’ às 3. Eu volto (ao blog).

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