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Luiz Carlos Merten

17 Novembro 2010 | 15h18

Fui conferir sei lá que lançamento no site da 2001 e encontrei algumas preciosidades do cinema francês de 50 e tantos anos atrás que estão saindo em DVD. Duas pela Lume, ‘Um Condenado à Morte Escapou’, de Robert Bresson, e ‘Nas Garras do Vício’, de Claude Chabrol. A outra, pela Imovision, ‘Viver a Vida’, de Jean Luc Godard, que, a propósito, completa 80 anos em 3 de dezembro. Godard, 80 anos. Manoel de Oliveira, 101. Alguns dos – os mais? –  ousados autores da atualidade estão na fina flor da melhor idade. O que é ser jovem no cinema? Curiosa matéria para indagação, ou reflexão. Não tem muito a ver com idade. O filme de Chabrol antecipou a nouvelle vague, o de Godard é considerado um dos marcos do movimento. Bresson, embora contemporâneo, nada teve a ver com a nova onda. Com Jacques Tati, esculpiu sua fama como solitário do cinema francês. São três filmes que vão merecer muitos posts nos próximos dias. Agora, preciso sair. Vou atrás dos italianos. Ontem, já me encontrei com Maria Soles, filha de Ugo Tognazzi e diretora do documentário ‘Ritratto di Mio Padre’, e Kim Rossi Stuart, ator e diretor de ‘Anche Libero Va Bene’, Estamos Melhor sem Ela, na abertura da Semana Pirelli do Cinema Italiano, na FAAP. Vamos ter, nos próximos dias e semanas, uma overdose de cinema italiano, uma homenagem ao grande Ugo, que morreu há 20 anos, e uma seleção de títulos novos. França, Itália, toda força ao cinema europeu.