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Luiz Carlos Merten

29 Setembro 2006 | 21h07

Com essa correria do Festival do Rio, ainda não tive tempo de falar sobre Eu Me Lembro, do Edgard Navarro, que estréia hoje em São Paulo e outras praças, menos no Rio, onde o filme passa, no começo da próxima semana, na Première Brasil. Navarro é um diretor tão miúra que nem consta da Enciclopédia do Cinema Brasileiro, embora tenha décadas de carreira e até tenha sido homenageado pelo Festival do Rio, anos atrás. Navarro fez, como ele diz, o seu filme mais mainstream, um Amarcord baiano. Em Brasília, onde fui jurado, no ano passado, pensei comigo – quem esse Navarro pensa que é para fazer um filme memorialístico como o Fellini? Foi só ver que me apaixonei, Defendi, com afinco, a superpremiação de Eu Me Lembro em Brasília. Só espero que o público tenha tanto prazer quanto eu tive vendo esse filme pessoal e universal, feito com uma entrega enorme por um autor que sabe que está expondo suas vísceras em praça pública, mas também sabe que, mais do que a própria história, está dando um testemunho geracional.