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Está chegando! Mas antes o Spirit, o César e a Framboesa de Ouro

Luiz Carlos Merten

26 Fevereiro 2017 | 22h24

Como nos últimos 20 e tantos anos, cá estou eu na redação do Estado, a postos para o Oscar. E, como todo ano, a cerimônia de premiação da Academia é precedida pelo Spirit, pela Framboesa de Ouro e pelo César, o Oscar francês. O César foi para Elle, melhor filme, Isabelle Huppert, melhor atriz, e Eu, Daniel Blake, melhor filme estrangeiro. Gaspard Ulliel, que escandalosamente perdeu o César para Pierre Niney – quando ambos concorriam por Saint Laurent -, desta vez ganhou por É Apenas o Fim do Mundo, de Xavier Dolan, que foi o melhor diretor, derrotando Paul Verhoeven. O neto de Charles Chaplin, James Thierrée, ganhou o prêmio de coadjuvante masculino por Chocolate, e o diretor Rochdy Zem, quando esteve no Brasil, disse que ele foi (quase) um codiretor, encenando toda a parte de picadeiro do filme. O Spirit, o Oscar dos independentes, também premiou Isabelle Huppert, mas o melhor filme foi Moonlight – Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins, que também foi melhor diretor. O Spirit de ator foi para Casey Affleck, por Manchester à Beira-Mar e me perdoem a Paula Ferraz e o Rodrigo Teixeira porque não consigo comemorar o prêmio de melhor filme de diretor estreante para A Bruxa. A Framboesa de Ouro de pior filme foi para Os Estados Unidos da Hillary, mas o kit – ator coadjuvante (Jesse Eisenberg), roteiro e combo, Ben Affleck e Henry Cavill – foi para Batman vs. Superman, de Zack Snyder, que foi um dos meus melhores filmes de 2017. Portanto, e me desculpem a vulgaridade, mas podem enfiar a Framboesa vocês sabem aonde. E, agora, o Oscar!