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Luiz Carlos Merten

08 Abril 2010 | 17h49

Encantou! E não é que eu não consegui ver ontem o filme de Laís Bodanzky?  Cheguei esbaforido ao CineSesc para ver ‘As Melhores Coisas do Mundo’, mas o atraso para iniciar a solenidade e depois a longa cerimônia de premiação me derrubaram. Já tinha aguentado certos agradecimentos quilométricos na festa da APCA, na noite anterior. Dois dias seguidos foi demais. Fui ficando irritado e, com medo de descontar num filme pelo qual espero tanto, preferi tirar o time de campo. Foi pior. Na saída, estava o maior dilúvio. Chovia a cântaros, eu não conseguia táxi e fiquei preso na marquise do CineSesc. Até pensei em voltar para o cinema, mas o filme já começado e eu claro que não faria isso. ‘As Melhores Coisas do Mundo’ está apontado para estrear dia 16. Na sequência, o filme vai para o Festival do Recife, o Cine PE, que começa dia 26. Saiu ontem, no Rio, a programação do festival de Sandra e Alfredo Bertini. Confirmados ‘O Bem Amado’, de Guel Arraes, e ‘Quincas Berro d’Água’, de Sérgio Machado, ambos fora de concurso, como ‘Continuação’, documentário de Rodrigo Pionto sobre Lenine. Guel será homenageado pelo festival e vai exibir seu longa em retribuição, o que não deixa de envolver certo risco. O filme estreia só em julho. Se o boca a boca e a crítica forem bons, poderão criar expectativa para o lançamento. Se forem ruins, poderão minar o potencial de ‘O Bem Amado’. Confesso que estou nos cascos para ver ‘O Bem Amado’. Gosto muito de ‘Lisbela’ e até hoje me arrependo de não ter defendido ‘Romance’ com veemência. Recife selecionou seis longas na competição. Quatro ficções e dois documentários. Além do filme de Laís, as demais ficções são ‘Não Se Pode Viver sem Amor’, o novo Jorge Durán, sobre o qual tenho ouvido maravilhas; ‘Léo e Bia’, de Oswaldo Montenegro; e ‘O Homem Mau Dorme Bem’, de Geraldo Moraes. Os documentários são ‘Cinema de Guerrilha’, de Evaldo Mocarzel, e ‘Sequestro’, de Wolney Atalla. Laís, por ‘Bicho de Sete Cabeças’, e Evaldo, ‘Do Luto à Luta’, já venceram o Cine PE. Vão bisar seus prêmios? Estou na maior corrida aqui na redação do ‘Estado’, postando só para dar notícias. À noite, quero ir à abertura do É Tudo Verdade, no Espaço Unibanco, e amanhã viajo para o Rio, onde ocorre a abertura do Festival de Documentários à noite, com o Padilha. Aproveito para ver o filme, mas meu compromisso com o É Tudo Verdade de 2010 será no sábado à tarde, um debate sobre o homenageado Alain Cavalier, com meu amigo José Carlos Avellar, acho que no Instituto Moreira Salles. Esse Rio que eu amo, isso é título de filme de Carlos Hugo Christensen, tem sofrido demais, isso também é verdade. Confesso que tenho chorado, mas sou manteiga derretida, fazer o quê? A tragédia nos atinge mais fundo por suas histórias humanas. O desespero do pai que perdeu o filho de 8 anos e o choro do bombeiro que não conseguiu salvar o menino foram demais para mim. Vamos ao Rio. E ao Tudo É Verdade.