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Luiz Carlos Merten

25 Março 2008 | 18h44

Só para dar um olá. Quero ver um filme do ciclo sobre Jorge Amado no CineSesc e não tenho tempo de ficar postando agora. Meu amigo Celdani talvez se decepcione, mas decepcionado fiquei eu com o concerto do Morricone, ontem à noite. Fui para fazer um texto na edição de amanhã do ‘Caderno 2’. Tive algumas surpreesas agradáveis, como reencontrar o Josafá, de quem até reclamei a falta de assuidade nos comentários do blog, ultimamente. Mas a verdade é que tive um choque negativo, quanto ao concerto, propriamente dito. No ano passado, no Rio, gostei tanto do outro concerto do Morricone. Até me pergunto no texto de amanhã se foi a emoção de ver e ouvir o maestro/compositor pela primeira vez no Brasil, o que poderia induzir, e talvez tenha induzido, à tietagem. Ontem, eu achei toda a parte do Leone, com a soprano, de uma breguice enervante. Gostei só do final, com o oboé de ‘A Missão’, do Roland Joffé não me lembrava de como a trilha é bonita. Sei que não fui só eu – Antônio Gonçalves Filho também não gostou (leia amanhã no ‘Caderno 2’). A platéia, de qualquer maneira, estava em êxtase e foi ao delírio. Pelo preço do ingresso, entre R$ 700 e R$ 1.500, Leone ficou devendo. Dava para comprar CDs, DVDs e a arte dele apareceria muito mais. Revi o ‘Queimada’ no fim de semana, e achei o filme do Gillo Pontecorvo maravilhoso. Ontem, enquanto Morricone tocava o ‘Abolição’, eu não consegui me desgrudar da idéia de que era um clone (pasticho?) da Missa Luba.