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Luiz Carlos Merten

22 Junho 2012 | 09h25

Desde que voltei do Rio na terça-feira não consegui mais arranjar tempo para postar. Todo dia tem sido uma correria do cão. Ontem, tinha um monte de matérias para redigir – estão no ‘Caderno 2’ de hoje – e ainda fui a Alphaville para ver, na Vinny, ‘Os Acompanhantes’. Na volta, com chuva, peguei um engarrafamento tão grande que, mesmo tendo saído 17h45 (por aí), consegui chegar em casa, em Pinheiros, às 20h30. No Rio, por conta da conferência da ONU, havia enfrentado problema semelhante. Contei para vocês que ia entrevistar Edward Norton. Nem sabia que o cara era embaixador das Nações Unidas para biodiversidade. Tinha uma capa programada – o perfil de Bruno Mazzeo, que hoje ocupa, feito um posseiro, 550 salas de todo o Brasil com ‘E aí, Comeu?’ -, mas ao descobrir que Norton estava aqui para participar de paineis na Rio + 20 consegui convencer meu editor de que poderíamos tgrocar a capa de quarta-feira. (A página do Bruno saiu no ‘Caderno 2’ de quinta.) O problema é que Norton atrasou, saí do Hotel Fasano, em Ipanema, às 12h35, e, a caminho da sucursal, no Centro, caí no maior engarrafamento, com o Aterro fechado para a chegada das delegações. Em pânico – já era 1 da tarde e o fechamento é às 14h30 -, desviei o táxi para uma lan house que conheço em Botafogo, arriscando porque podia chegar lá e não ter computador disponível. Deus do céu! Nunca bati os textos tã0 ligeiro e, na hora de enviar, como e-mail, ainda descobri que minha caixa, de tão sobrecarreghada, havia travado. Lembrei-me de um e-mail que um amigo me havia fornecido emprestado e, na cara dura, entrei no e-mail dele. O cara ficou acompanhando minha troca de e-mails com a editoria e, no final, só comentou que esperava que as redatoras tivessem corrigido os (numerosos) erros de digitação. Vivendo perigosamente. Eta, Merten. O papo com Edward Norton foi legal. Com tempo, a matéria poderia ter saído melhor, reconheço. Casualmente, havia visto uma ou duas noites antes da entrevista, o início de ‘Dragão Vermelho’. Estava zapeando na TV paga e entrou a cena inicial entre Anthony Hopkins e ele. Foi um bom começo de conversa. De Anthony Hopkins passamos para Wes Anderson – ‘Moonrise Kingdom’, que vi em Cannes – e só depois chegamos à biodiversidade, com passagem pelo ‘Legado Bourne’, da Paramount, que estreia em agosto (e foi, afinal, a empresa que armou a entrevista). Norton é um cara bacana. Falou do pai, que foi ambientalista quando ninguém se preocupava com o assunto, e relatou sua experiência na preservação de espécies ameaçadas no Quênia. Já gostava do cara como ator. Gostei como indivíduo.