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Luiz Carlos Merten

24 Março 2012 | 11h38

Não estou me queixando da assessoria do É Tudo Verdade. Andei viajando, devem ter tentado me contactar, enviaram e-mails (que não respondi). Esqueceram-me. Tem um texto meu no ‘Caderno 2’ de hoje, sobre ‘Ao Abismo’, o documentário – dostopievskiano – do alemão Werner Herzog sobre o texano que aguarda cumprimento da sentenças no corredor da morte. A experiÊncia desse filme foi certamente decisiva para que Herzog fizesse ‘Death Row’, Corredor da Morte, com as histórias de outro quatro condenados, incluindo uma mulher, que passou em Berlim, em fevereiro. Neste anos todos, o É Tudo Verdade tem sido nbossa janela para ol documerntário. Amir Labaki, como água em pedra dura, tanto bateu que abriu um mercado para o documentário no Brasil, como Leon Cakoff, que Deus o tenha, também fez um trabalho fundamental, provando a viabilidade comercial do filme seletivo, de arte/ensaio. O Festival Internacional de DOcumedntários abriu nas quinta para convidados com ‘Tropicália’, que é legal, mas é curioso quie, justamernte nesta semana, o grande documentário brasileiro sobre música esteja njo circuioto, e nos shoppings, e é o ‘Raul, O Início, o Fim, o Meio’, de Walter Carvalho. Vou tentar ver algumas coisas do É Tudo Verdade, hoje e amanhã. Já vi que, na segunda ou terças, tem um documentário que me interessa bastante, ‘Ricky por Leacock’. E o festival deste ano homenageia Eduardo Coutinho, os 40 anos de ‘Cabra Marcado para Morrer’, que terá projeção em cópia restaurada. Pretendo ver, até para me dar uma chance. Não é que não goste do ‘Cabra’, seria loucura, mas o ‘meu’ Coutinho não é aquele da representação do ‘povo’, esse conceito mítico do Cinema Novo, mas o que, a partir de ‘Edifício Master’, desviou seu olhar para a classe média. Aliáas, tudo isso, os limites entre documentário e ficção, o próprio conceito ‘coutiniano’ de classe média, já começa a nascer no ‘Cabra’. Tenho de rever.