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E por que não um ciclo?

Luiz Carlos Merten

23 Outubro 2009 | 12h48

Estava salvando o post anterior – sobre ‘Rede de Intrigas’ – quando me dei conta de que, em 1976, como ‘precursores’ do cult de Sidney Lumet (hesito em chamar o filme de clássico), podiam ser citadas obras como ‘Um Rosto na Multidão’, de Elia Kazan, e ‘Privilégio’, de Peter Watkins, que já haviam invadido os bastidores da televisão para documentar (ficcionalmente) a criação dos mitos na era da transmissão ao vivo. Ouso até dizer que Lumet e seu roteirista, Paddy Chayefsky, atualizaram, para a era da TV, a visão do jornalismo de Orson Welles em ‘Cidadão Kane’. Da mesma forma, pensando no que veio depois de ‘Network’, surgem dois outros filmes em meu imaginário. ‘O Informante’, de Michael Mann, que discute a relação entre a televisão e o anunciante e a destruição do indivíduo pelo poder – o quarto, a imprensa; o quinto, a TV – que deveria estar empenhado em preservá-lo. E ‘Boa Noite, Boa Sorte’, de George Clooney, que fala da mídia na era do macarthismo pensando na manipulação das redes pela retórica patriótica de George W. Bush. Muito interessante. Isso daria até um ciclo.