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E o sanduíche de Sandra Bullock?

Luiz Carlos Merten

08 Março 2010 | 17h35

Cheguei hoje tarde no jornal, mas ontem habvia ficado até de madrugada na redação, fazendo a capa de hoje do ‘Caderno 2’, porque o jornal esperou pelo final da entrega do Oscar e o problema é que a dupla vitória de Kathryn Bigelow – apostava numa coisa dividida, ela ganhandeo direção e ele, filme, com ‘Avatar’ – me levou a ter de fazer voando o texto que se lê. Enfim, como o protagonista de ‘guerra ao Terror’, sou viciado em adrenalina – a da guerra da notícia, ha-ha – e gosto dessa correria que a muitos deve parecer estressante. A questão é que cheguei hoje e havia mais páginas para preencher, ainda (e sempre) o Oscar, com fechamento mais tarde. Meio que fiz um perfil de Kathryn, tentando desvendar seu ‘enigma’ – pois existe um, vejam no ‘Caderno 2’ de amanhã. Dito isso, não estou muito com saco de ficar repetindo, ou ‘antecipando’, no blog o que já está escrito e, para falar a verdade, impresso no jornal. Mas estou louco para ver o filme que deu o Oscar para Sandra Bullock. A Warner programou uma cabine de ‘Um sonho Possível’ amanhã de manhã. Lá vou eu ver a Miss Simpatia, que estava ótima em ‘A Proposta’, seu filme anterior lançado no País (e com alguma ousadia nas cenas de sexo). Fui ao arquivo do ‘estado’ parta checar uma dúvida que me consumia. Lembrava-me de quer sandra veio ao Brasiol e que a entrevistei, mas confundia os filmes – ‘Velocidade Máxima 2’ ou ‘No Amor e na Guerra’, baseado no love story do jovem Hemingway com a enfermeira que lhe inspirou a personagem de ‘Adeus às Armas’. Encontrei meu texto cfom ela, datado de 6 de agosto de 1997, há quase 13 anos. E descobri o motivo de minha confusão. Sandra veio promover ‘Velocidade 2’, e o filme foi um flop monumental, mas ‘No Amor e na Guerra’ havia acabado de estrear e, por isso, a entrevista foi tanto sobre o filme de ação de Jan De Bont quanto sobre o drama pacifista de Richard Attenborough. Na época, ela carregava o fardo de ser a namoradinha da América. Queria fazer uma vilã, mas não encontrava o roteiro certo. ‘Miss Simpatia’ 1 e 2 ainda estavam longe, mas o teor da matéria é que ela era muito simpática. se credo – ‘Não faço na tela nada que não seria capaz de fazer na vida.’ Sandra curtia sua estreia na direção. Havia feito, para seu prazer pessoal, um filme intitulado ‘Making Sandwich’. Alguém tem notícia deste filme? Havia me esquecido completamente. O sanduíche era uma metáfora. ‘Uma fatia é uma pessoa sozinha, duas formam o casal e o recheio, se é geleia ou caviar, fica por conta de quem ama.’ Banal ou sábia, a moça. Depende do ponto de vista.