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Cultura » E o Pinter?

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Luiz Carlos Merten

31 Dezembro 2008 | 14h35

Cheguei tarde hoje no jornal – minha filha foi passar o réveillon na praia e eu estou dando de dogsitter da buldogue dela – e tinha tanta coisa para frazer que não me sobrou tempo para o blog. Tinha os filmes na TV, a capa e a contra do ‘Caderno 2’ de amanhã, dedicadas a dois filmes que vão abrir 2009 em alto estilo. Ambos estréiam nesta quinta-feira – vamos acentuar bem o ‘estréiam’, uma das últimas vezes, porque o acento cai a partir de amanhã, com a vigência da nova ortografia – ‘Bolt Supercão’ e ‘A Bela Junie’. Adorei a animação, que está indicada para o Globo de Ouro e, se dependesse de mim, já teria ganhado de ‘Wall-E’ e ‘Kung Fu Panda’, o que acho que responde à pergunta de… Quem? Alguém me cobra uma opinião sobre ‘Wall-E’. Achei legal – muito mais interessante do que, por exemplo, ‘Madagascar 2’, que, no entanto, está fazendo o maior sucesso, mas ‘Bolt’ é outro compartimento. Está mais para ‘Ratatouille’, o melhor filme do ano passado. Sobre ‘Junie’, tenho de dizer que fiquei siderado pelo novo filme de Christophe Honoré com o belo Louis Garrel – e com Clotilde Hesme -, o que vai me levar a uma revisão dos destaques do ano, pois havia-me esquecido do outro Honoré de 2008, ‘Canções de Amor’ (como?). ‘A Bela Junie’ mexeu muito comigo, acho que até mais do que por aquilo que os outros – vocês? – poderão considerar os defeitos, não as qualidades do filme, mas que me fascinaram profundamente. Vou almoçar e sair. Desde que estou em São Paulo, há 19 anos sigo o que, para mim, já virou tradição. Assisto sempre à corrida de São Silvestre. Nem me perguntem por que. Vou, e pronto. Mas quero fazer uma retrospectiva do ano no blog. E nem falei sobre a morte de Harold Pinter, no dia de Natal. Também – vocês não me avisaram e eu soube somente depois. Pinter, grande dramaturgo, vencedor do Nobel, foi o roteirista de alguns dos melhores filmes de Joseph Losey, mas ele trambém escreveu um thriller de espionagem de Michael Anderson sobre o qual terei imenso prazer em falar – não sei se vocês terão o mesmo prazer lendo. Falo de ‘A Morte não Manda Aviso’ (The Quiller Memorandum’, de 1966, com George Segal, Alec Guinness, Max Von Sydow, Senta Berger e George Sanders. Aguardem! Hoje, ainda.