Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Cultura

Cultura » E o César foi para… ‘Séraphine’!

Cultura

Luiz Carlos Merten

01 Março 2009 | 00h06

Quase meia-noite, mas não resisto a um último post, antes de dormir. Não foi só no Oscar que ‘Entre les Murs’, de Laurent Cantet, foi derrotado. O grande vencedor do César, o Oscar francês, ontem à noite, foi ‘Séraphine’, de Martin Provost, que já valera a Yolande Moreau o prêmio de melhor atriz pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Paris, em janeiro. O filme conta a história da doméstica de Picasso, uma pintora autodidata hoje reconhecida como extraordinária, mas que viveu e produziu anonimamente, à sombra do gênio. Yolande bisou seu prêmio e ganhou o César de melhor atriz, como Vincent Cassel, que também venceu as duas premiações, o César e o troféu dos correspodentes estrangeiros, por seu papel em ‘Mesrine, Inimigo Público Número Um’. Jean-François Richet foi o melhor diretor, justamente por ‘Mesrine’, e sua vitória marcou a maior derrota de Cantet, que recebera o prêmio de direçção dos correspondentes estrangeiros. Vou voltar ao assunto e até espero desencavar, no ‘Caderno 2’, as entrevistas que fiz com Cassel e Richet em Paris, em janeiro, durante os ‘Rencontres du Cinéma Français’. Em junho, uma caravana de diretores e atores visita o Brasil e eu ainda desconheço quem a integra (Patrick Bruel, com certeza). Pode ser que Cassel e Richet venham, mas e se não? Melhor garantir as entrevistas agora. O filme sobre o gângster Mesrine, grande sucesso de público – e até crítica – na França está apontado para estrear aqui, só não sei ainda quando.