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Cultura » E no Roda Viva…

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Luiz Carlos Merten

13 Setembro 2010 | 16h25

Otávio comenta que me ouviu no ‘Fim do Expediente’, na sexta, quando participei do programa de Dan Stulbach. Adorei, porque a rapaziada é ótima e deu para polemizar um pouco sobre Martin Scorsese e Woody Allen, dos quais não gosto (mais). Não posso deixar de me emocionar com o Marcelo, que disse que assistiu a meu amado ‘Rocco’ para comemorar meu aniversário. Porra, cara, melhor que isso só me dizer que ‘Rocco’ é um de teus Viscontis de cabeceira. Rememorando, rapidinho, o filme é uma sucessão de cenas deslumbrantes e é curioso como eu vario na minha preferência. Pensando agora, neste momento, em ‘Rocco’, penso em duas cenas, não as mais porradas (o estupro, o rompimento entre Rocco e Nádia no alto do Duomo). Penso em como prossegue a cena depois que Nádia invade a casa dos Parondi, perseguida pelo pai, recriada, como citação, por James Gray em ‘Amantes’ (Two Lovers); e a do diálogo entre Rocco e Nádia quando se encontram depois que ela deixa a cadeia. Para não perder a chance, informo que estou regressando à redação do ‘Estado’ depois de gravar uma participação no ‘Roda Viva’. O entrevistado era Cacá Diegues e o gancho, ‘5 Vezes Favela – Agora por Nós Mesmos’. O programa deve ir ao ar na próxima segunda-feira. Hoje será o Boni. Por falar em ‘5 Vezes’, o filme vai melhor no Rio do que em São Paulo, mas, com 46 cópias, já fez 100 mil espectadores, o que é honroso, senão um grande sucesso. E o filme é bom. Declarei meu amor por ‘Concerto para Violino’ e ‘Deixa Voar’, os episódios em que menos havia entrado ao ver o filme em Cannes e que agora me encantaram, o que não significa que tenha passado a desgostar dos outros. Adoro o desfecho, com ‘Acende a Luz’, que tem um clima de comédia italiana, mais do que de neo-realismo, propriamente dito. Ainda sobre a garotada da perifa, reunida por Cacá e sua parceira, Renata Magalhães – ‘5 Vezes’ terá sessão hoje à noite, às 20 horas, no Cinema da Laje, Rua Bartolomeu dos Santos, 797, Jardim Guarujá. No programa, falamos bastante sobre novas alternativas de exibição e essa é uma que tem dado resultado, para que o próprio público da periferia se possa ver retratado, agora por eles mesmos (os cineastas do meio), na tela.