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E, na Empire, Cynthia, Sam, Carrie e… Fernando Coimbra!

Luiz Carlos Merten

19 Março 2017 | 12h39

Com a Cahiers, comprei ontem Empire e duas edições da Total Film, uma das quais, descobri depois, já tinha. Na Empire, com Hugh Jackman na capa, descobri coisas bem mais interessantes que Logan – sorry, mas a versão de James Mangold não era o X-Man que esperava. Amei, quando vi no Festival do Rio, A Quiet Passion, de Derek Jarman, com Cynthia Nixon, de Sex and the City, como Emily Dickinson. Foi a melhor interpretação feminina que vi no ano passado, incluindo Isabelle Huppert e Sonia Braga, mas Cynthia, ao contrário de Meryl Streep, não é oscarizável. Ficou fora da disputa pelos prêmios da Academia. Talvez o problema não seja esse. Uma Paixão Tranquila estreou na Inglaterra, mas, nos EUA, só entra em 7 de abril – o que me anima a pensar que Cynthia poderá ior para o Oscar em 2018. E aqui? Quando o filme estreia, se é que vai? Fiquei bem animado ao saber que há uma nova versão de Minha Prima Rachel, o romance famoso de Daphne Du Marier que já foi filmado com Olivia De Havilland e Richard Burton no começo dos anos 1950. Sam Claffin, que pode muito bem ter sido o melhor ator de 2016 por Como Eu Era Antes de Você – mas só eu penso assim -, e Rachel Weisz estão no elenco, com direção de Roger Michell, que fez Um Lugar Chamado Nothing Hill, um dos filmes de cabeceira do meu amigo Dib Carneiro. Sam faz um herdeiro obcecado pela prima (Rachel), mas descobre que ela, na verdade, está querendo matá-lo. Adoro esses suspenses góticos, de época. Se Michell acertar a mão, como às vezes acerta, pode ser bom. E tem mais – a primeira foto de Sand Castle, o longa da Netflix sobre a Guerra do Iraque. Hardcore Henry, e o Henry é Cavill, o Superman de Zack Snyder, agora dirigido por… Fernando Coimbra! Ainda não vi e já gostei. Coimbra, de O Lobo Atrás da Porta, não brinca em serviço e cria esses personagens ambivalentes, que não controlam suas paixões. No Lobo, Leandra Leal mata a filha do ex-amante para se vingar. E a Empire de março faz uma homenagem especial – 24 páginas – a Carrie Fisher, eterna Princesa Leia no imaginário de gente como eu. (Minha filha desdenha. “Pára, pai.” Lúcia diz que esses filmes de que gosto tanto, O Senhor dos Anéis, Star Wars, são fantasias de guris.) A Farewell to Carrie. Her greatest moments. Unseen photos. Friends pay tribute. Algumas frases secionadas de Carrie – “Sou um produto de Hollywood. Quando duas celebridades fazem sexo, o resultado pode muito bem ser alguém como eu”. “Se a minha vida não fosse engraçada, seria só verdadeira. E seria inaceitável”; “Às vezes, você só consegue chegar ao paraíso se, lentamente, abandonar o inferno.” A revista tem toda razão. Diz que ela foi ‘A woman of letters’. Se ficou famosa como princesa, Carrie descobriu suas verdadeira vocação como escritora – roteirista, dramaturga, autora.

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