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Cultura » E a Semana Venezia?

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Luiz Carlos Merten

28 Novembro 2010 | 13h34

No post anteruor, relatei que saí cedo do hotel em Brasília e cheguei à noite em São Paulo. Não resisto a esclarecer que meu voo era às 3 da tarde, mas foi cancelado e a TAM, segundo sua conveniência empresarial e cagando para os passageiros, esperou lotar outro voo, mais tarde, para nos ‘despachar’ do Distrito Federal. O pior é que não dão nem esclarecimentos. Cancelou e, se não está contente, vá se queixar para o bispo. No balcão, soube, de qualquer maneira, que o dito voo volta e meia é cancelado. Se ocorre com frequência, não era melhor retirar logo o horário? Não é aquela coisa enganosa, como é, ‘propaganda’? Não dá para a gente se queixar no Procon? Isto posto, quero dizer que, na capa de sexta no ‘Caderno 2’, ao juntar a Semana Pirelli de Cinema Italiano a outros dois ciclos, de filmes franceses e poloneses para configurar a ofensiva europeia nas telas da cidade, esqueci-me de citar a Semana Venezia, que já estava rolando. Tenho de fazer meu mea culpa. Confesso que me perdi na jogada. Nem soube do início da tal semana, uma parceria da Cinemateca com a embaixada e a Bienal de Veneza, que traz à cidade a seleção italiana, ou pelo menos parte dela, no Festival de Veneza do ano. Não sei como nem por quê, mas terminei confundindo a Semana Prelli com a Semana Venezia e deixando escapar a segunda. É muita semana, e tudo junto. Francamente!  Mas, vamos lá, a Semana Venezia termina hoje, mostrando três filmes. Fiquei curioso pelo das 6 (18 Horas), ‘A Paixão’, de Carlo Mazzacurati. Alguém viu? Às 8 da noite, a semana encerra-se com ‘Perfume de Mulher’, o clássico de Dino Risi que deu a Vittorio Gassman o prêmio de melhor ator em Cannes, 1975, e Al Pacino, refazendo o papel, ganhou o Oscar também como o cego que se lança nessa que pretende que seja sua última viagem. Vou tentar ver ‘La Passione’ e emendar com ‘Mine Vaganti’, Imprevisível, na Semana Pirelli.