Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Cultura

Cultura » E a bilheteria, como vai?

Cultura

As informações e opinões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Cultura

E a bilheteria, como vai?

Luiz Carlos Merten

18 Abril 2008 | 13h20

No mesmo encontro com Jean-Thomas Bernardini – veja o post anterior -, ele me disse que ‘Estômago’ estreou mal, pelo menos em São Paulo, e até já perderia algumas salas nesta sexta-feira. Jean-Thomas, naturalmente, não estava nem um pouco feliz com isso, mas disse que a queda de público é generalizada, embora termine sempre por atingir o cinema brasileiro com mais intensidade. Não acredito que o público – vocês também? – não esteja querendo conferir o João Miguel, desde já candidato a melhor ator do ano e num filme que investe (sem concessão) na possibilidade de diálogo com o grande público. ‘Falsa Loura’, que estréia hoje, também busca esta comunicação. É o filme recente do diretor com mais vocação para ser ‘popular’. E também traz uma candidata a melhor atriz, Rosanne Mulholland. O bom é que Rosanne, além de linda, é talentosa e o filme de Reichenbach ainda tem Suzana Alves, a Tiazinha. Estigmatizada pela personagem mascarada, Suzana é outra mulher bonita e que também representa bem. O filme de Reichenbach dialoga com o brega, mas seria empobrecedor rotulá-lo apenas como ‘musical brega’, pois é mais do que isso. Gostrei muito da relação da heroína com o pai, o irmão. O cara é gay, cabeleireiro e, se Reichenbach assume o estereótipo, é para subvertê-lo desde o interior -logo-logo, o cara, vestido de mulher, vai numa festa com a irmão, onde um dos machões da história se enrrabicha com ele e… Chega! Tudo bem que a qualidade destes filmes, do ‘Estômago’ como da ‘Falsa Loura’, independe da bilheteria. Muito filme bom fracassa, mas eles não precisam fracassar sempre, ainda mais os brasileiros. Vejam, por favor.

Encontrou algum erro? Entre em contato