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Luiz Carlos Merten

20 Julho 2008 | 19h38

WROCLAW – Me disseram, antes de sair do Brasil, que os comentarios do blog entrariam via e-mail, para aprovacaoh, que agora eh necessaria. Soh que naoh estaoh entrando po… nenhuma e isso jah estah me batendo nos nervos. Tive uma noite muito agradavel hoje, em Wroclaw. Assisti aa apresentacaoh de musica ao vivo de Michael Nieman, tocando a trilha dele para `O Homem da Camera`. Jah vi tantas vezes o filme de Dziga-Vertov, mas nunca consigo me emocionar com ele. Acho interessante, afinal, eh um experimento, mas nada mais do que isso. Sentei-me ao lado de Joseh Miguel Wiznik, ficamos conversando e ele, com certeza, gostou muito mais do que eu, ateh da trilha do Nieman, composta em 2002 (para o filme de 1929). O curioso eh que pensei muito em `Limite`, de Mario Peixoto. Dziga-Vertov quis criar a experiencia cinematografica pura, livre de toda influencia teatral ou literaria. O conceito do filme dele eh muito interessante. O povo e a cidade, sob o novo socialismo, numa dinamica muito grande. Nada a ver com o lirismo de comediantes como Harold Lloyd, que olhavam, nos anos 20, o carro como bicho domestico. Na mesma epoca, a vanguarda russa via o futuiro como uma coisa real, que jah existia. O progresso em movimento. Depois vieram Stalin e o realismo socialista e comecou o imobilismo. Esta analise nem eh minha, eh do Wiznik, mas assino embaixo, sem me entusiasmar com o experimentalismo de Dziga-Vertov, que, de alguma fdorma, me remeteu a Mario Peixoto. A noite prosseguiu num restauranrten onde fomos todos – um grupo de 13 pessoas – comer harenque com vodca num restaurante da praca grande, onde estah montado o telaoh das projecoes para o grande publico. Foi lindo. O filme era de Roger Donaldson, com Anthony Hopkins, `The Last Indian Runner`, ou coisa parecida. O proprio Donaldson estava lah. Naoh prestei muitas atencaoh, mas as cenas de acaoh – corridas – eram espetaculares. No final o publico aplaudiu calorosamente. Achei emocionante.