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Luiz Carlos Merten

12 Agosto 2009 | 16h39

GRAMADO – Citei no post anterior Cornell Woolrich e conto agora uma histórias, na expectativa de que vocês me ajudem a eslarecer uma dúvida que me consome. Há um relato de Guy de Maupassant que me apaixona, a história de uma mãe italiana, meridional, cuja família vai sendo dizimada na guerra entrte clãs de sua região. Ela termina sozinha, após a morte do último filho, obcecada por se vingar. ‘Or, une nuit, como Sémillante se rémetait à gemir, la mère, tout d’un coup, eut une idée, une idée de sauvage vindicatif et féroce.’ Entenderam? Guardei esse trecho de memória – uma noite, como Sémillante (a cachorra da casa), não parava de ladrar, a mãe teve, subitamente, uma idéia, selvagem e feroz. Ela treina a cachorra, a transforma numa besta-fera para que ela mate o assassino de seu filho e, quando isso acontece, a mãe finalmente pode dormir em paz. Acho essa história uma das mais impressionantes que já li e agora faço a ponte para a outra, que acho que é de Woolrich (ou serás de Ellery Queen?). Outra mãe – a nora matou seu filho no acidente que a deixou tetraplégica (e muda). Impotente na cama, a mãe vê a nora se apossar da fortuna familiar, que goza com o amante. Mas ela se vinga. Como? O relato é eletrizante. Como, sem poder falasr nem ser mexer, ela consegue levantar a suspeita numa terceira pessoa e, comunicando-se somente pelo piscar de olhos, consegue fornecer as provas para que a nora seja desmascarada. Cornell Woolrich ou Ellery Queen? Dúvida cruel. Nas impossibilidade de me ajudar a resolvê-la, tentem ler o conto de Maupassant e acho que o carregarão pela vida, tão impressionados quanto eu.

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