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Luiz Carlos Merten

02 Fevereiro 2011 | 14h14

Pegando carona no post sobre Ernest Borgnine, César Jacques lembra outro excelente coadjuvante, Donald Pleasence. É verdade, César. Confesso que a história do cinema é marcada pela contribuição de notáveis coadjuvantes. Alguns viraram astros, como Lee Marvin e Charles Bronson, mas a maioria passou pela tela roubando a cena dos protagonistas. Penso em Sidney Greenstreet, em Thelma Ritter… Tantos. Donald Pleasence foi vilão de James Bond – em ‘Com 007 Só Se Vive Duas Vezes’ – e trabalhou com John Sturges e Roman Polanski, respectivamente em ‘Fugindo do Inferno’ (fazia o cego, lembram?)  e ‘Cul de Sac’, Armadilha do Destino, mas quando penso nesse extraordinário ator a primeira lembrança que me vem é a do vilão de ‘…E o Bravo Ficou Só’, Will Penny, um belíssimo western de Tom Gries com Charlton Heston na pele de um pistoleiro solitário que é ferido pela gangue de Pleasence (e seus filhos). O herói é acolhido por uma viúva que tem um filho e é claro que Pleasence e seus asseclas virão no encalço de Heston, que vai defender a viúva Joan Hackett. Meu Deus! Eu amava Joan Hackett. Ela foi uma das atrizes de ‘O Grupo’, que Sidney Lumet adaptou do romance de Mary McCarthy. Joan Hackett não era particularmente bonita, pelos padrões de Hollywood, mas ela era tão ‘verdadeira’. Uma estrela de Hollywood que parecia gente como a gente… Joan teve um câncer, acho que no cérebro. Sua carreira foi curta, mas fulgurante. Não sei se viste ‘…E o Bravo Ficou Só’, César, mas se não recomendo que vejas. Tom Gries era tão bom. Fez ‘O Sistema’, um dos melhores filmes sobre o sistema carcerário. Estou longe. Aonde me levou o post sobre Donald Pleasence…

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