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Cultura » Do kibbutz para Tropa de Elite

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Luiz Carlos Merten

05 Outubro 2007 | 11h07

RIO – Estava salvando o post sobre Reygadas quando me dei conta que esqueci de comentar uma coisa que pode não ter mudado minha percepção do filme, mas certamente a enriqueceu. Em Israel, visitei um kibbutz e ouvi histórias sobre a conquista épica do deserto, mas ouvi também histórias sobre a natureza humana, que muitas vezes compromete o ideal (socialista) de uma vida comunitária. Uma dessas histórias referia-se justamente a um caso de adultério no kibbutz. Os manonitas de Silenciosa Luz não vivem num kibbutz, mas formanm uma comunidade fechada. O adultério de Johan, o personagem de Reygadas, repercute muito mais do que repercutiria numa grande cidade (ou numa comunidade mais aberta). Estou saindo da sucursal. Sei que o assunto hoje é Tropa de Elite. Falo daqui a pouco sobre o filme do Padilha na Rádio Eldorado AM. Ele é a capa e ganha páginas duplas na edição de hoje do Caderno 2. Espero ter sido fiel ao pensamento do diretor. Quis responder à pergunta que as pessoas se fazem e, que me confessou o Padilha, sua mulher também lhe fez – como? O que levou Padilha, chamado de radical de esquerda quando fez Ônibus 174, a virar agora um fascista para os que o patrulham ideologicamente? Padilha, o que fizeste? Abro espaço para a discussão de vocês. Mas vejam lá o nível, hein?