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Luiz Carlos Merten

05 Fevereiro 2007 | 10h25

Um amigo me enviou uma cópia de uma mini-entrevista com Luciana Gimenez que saiu na Veja desta semana. Acrescentou um bilhetinho – Olhaí o que te aguarda. O teor da matéria é que Luciana agora resolveu que vai ser atriz de cinema. É uma mulher determinada, todo mundo sabe, o currículo dela é a prova. Mas se a revista queria expor quem é essa senhora, conseguiu. Não rezo pela cartilha do politicamente correto e até acho que um pouco de incorreção faz bem. Mas há um limite. Luciana confunde Leonardo DiCaprio com Brad Pitt a propósito de Diamante de Sangue, o que é divertido, mas não tem tanta graça quando, para provar que pode ser atriz, ela diz que havia aquele negão que passeava com os cachorros na casa dela nos EUA, o Djalma, que também queria ser ator. Se ele conseguiu, por que não Luciana? O negão é Djimon Hounsou, que desde que apareceu em Amistad, do Spielberg, revelou uma presença cênica excepcional. Confirma-o em Diamante de Sangue, onde é melhor que Leo (mas é o outro que concorre ao Oscar de melhor ator). Com todas essas credenciais, ele é só o Djalma, o negão que passeava com os cachorros da LG. Ave Maria!