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Luiz Carlos Merten

22 Maio 2008 | 07h16

CANNES – Madonna e Sharon Stone foram as rainhas na montée des marches de ontem. Madonna está aqui com um documentário que produziu – ‘I Am Because We Are’ – e também por conta daquele tradicional jantar de apoio a institutos que pesquisam a aids (que Elizabeth Taylor inaugurou por volta de 1990 e hoje é a bela Sharon quem organiza). Vocês não têm noção do que foi o delírio do público quando as duas pisaram no tapete vermelho. Sharon tem a cara de Cannes, não me canso de dizer. Ela nasceu para fazer ‘Instinto Selvagem’ e pisar neste tapete vermelho. Mudando de conversa, hoje à noite, Clint Eastwood vai apresentar, em pessoa, o velho ‘Dirty Harry’, de Don Siegel – no Brasil, chamou-se ‘Perseguidor Implacável’ -, na mostra Cinéma de la Plage. A projeção na praia é informal. Imagino que vá virar o maior tumulto. Aliás, na coletiva, pediram a Clint que confirmasse (ou não…) os rumores de que faria um novo Dirty Harry. Ele negou, mas é no mínimo curioso que esteja em Cannes com um filme sobre uma mãe que procura o filho – e ele pode ter sido vítima de um serial killer que só mata meninos. No primeiro ‘Dirty Harry’, inspirado no assassino que se auto-intitulava Zodíaco, Clint pega em armas e caça justamente o cara que seqüestrou um ônibus escolar cheio de crianças. Só para prosseguir – Clint não está disposto a encarar uma nova aventura de Harry Callahan, o Dirty (por seus métodos) Harry, mas Angelina Jolie, ao seu lado, na mesa, disse, entre piada e manifestação de um desejo, que adoraria refazer o filme. Será…?