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Cultura » Diritti, Coppola. Que dia, amigos!

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Luiz Carlos Merten

01 Dezembro 2010 | 20h00

Não foi por falta de vontade. Havia revisto ‘Você Vai Conhecer o Homem de Seus Sonhos’ para poder falar com mais propriedade sobre Woody Allen, no dia em que comemora 75 anos. É hoje e o dia já está terminando quando, enfim, vou acrescentar um post sobre o assunto. Antes, permitam-me dizer que minha quarta-feira foi uma loucura. Havia deixado as matérias de amanhã do ‘Caderno 2’ para redigir pela manhã. Além de elas serem numerosas, como gosto, tive de gravar sobre Monicelli, para a rádio de Salvador, e gastei quase uma hora entrevistando Giorigio Diritti, o diretor de ‘L’Uomo Che Verrà’, atração final da Semana Pirelli de Cinema Italiano (amanhã). Diritti ganhou vários prêmios na Itália e o filme, que evoca um massacre cometido pelos alemães, durante a 2ª Guerra, é muito bom.O diretor me confessou que adora o que Michelangelo Frammartino está fazendo em seus filmes e me senti no nirvana, porque ‘As Quatro Voltas’, com ‘Minha Felicidade’, terminou formando a dobradinha de meus filmes favoritos na Mostra e olhem que sou maluco por ‘Carlos’, de Olivier Assayas. Pelo Raúl Ruiz que ganhou o prêmio da crítica, ‘Mistérios de Lisboa’, nem tanto. Tudo isso é legal, mas ao entrevistar Diritti descobri que ele roda, possivelmente no ano que vem, na Amazônia, ‘Vanità’ e o assunto também foi o Brasil que ele descobriu/sentiu, há dez anos, ao visitar a região. Quando finalmente consegui terminar meu material do dia para o ‘Caderno 2’, tive de sair correndo para a coletiva de Coppola e os meus 20 minutos com ele, que foram ótimos, mas há um embargo e eu ainda não posso dizer o que conversamos, entre outras coisas, sobre ‘Rocco e Seus Irmãos’, que o pai de Sofia, como eu, ama. Ganhei o velho ao dizer que havia tentado saber, através da filha (Sofia) e da irmã (Talia Shire), o que ele pensava de ‘Rocco’, porque acho que há um vínculo entre o personagem de Alain Delon e o Michael Corleone de Al Pacino no primeiro filme da saga. As duas me disseram que, sim, Coppola ama Visconti, mas era o tipo da coisa que teria de perguntar a ele. Não perdi tempo e comecei por aí. Irmãos de gosto, de sangue, de lança. Genial! Cheguei tarde na redação, tinha o texto da coletiva e, desta maneira, não admira que somente agora esteja encarando Woody Allen. Mas vocês ainda vão ter paciência. Meu ‘parabéns a você’ para Woody vai esperar pelo próximo post.

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