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Dia de enlouquecer

Luiz Carlos Merten

18 Junho 2014 | 09h39

Havia gostado de Oslo 31 de Agosto quando vi o filme de Joachim Trier em Cannes, há três anos, na mostra Um Certain Regard de 2011. Ao rever ontem, tomei um choque. Amei. Lembrei-me de Isabelle Huppert. Quando fiz a mediação no encontro dela com o público, no Cine Livraria Cultura, Isabelle disse que ias filmar, a seguir, com Joachim, e disse que era o mais talentoso cineasta da nova geração. Ontem, entendi o que ela quis dizer. Joachim Trier fez sua livre adaptação de Le Feu Follet, de Drieu de La Rochelle, que já havia inspirado 30 Anos Esta Noite, de Louis Malle. Seu filme é um impressionante retrato geracional. E o ator é excepcional. Parei para pesquisar o nome dele. Anders Danielsen Lie é tudo. Ao mesmo tempo que o trajeto do personagem me angustiava, a realização era jubilatória. Puta filme bem feito. Emendei, no Arteplex Frei Caneca, com Una Pistola em Cada Mano, que aqui se chama O Que os Homens Falam. Queria morrer no fim da sessão. Depressão total, mas achei o partido teórico do diretor bem interessante. Narrar aquele filme em campo/contracampo faz todo sentido. Algumas pessoas riam enlouquecidamente na plateia. Uma mulher, em especial. Eu me afundava na poltrona a cada ‘história’. E isso depois daquele jogo do Brasil… Ainda tive de aguentar o comercial do Itaú com os batimentos cardíacos. Isso faz a diferença (a torcida). O que faz a diferença, no futebol, é o time. A estatística das Globo dizia que o Brasil teve, sei lá, 200 passes bem finalizados, ao contrário do México, que teve 30, ou 40. Deviam estar finalizando bem fora de campo. Do que se via na tela da TV, estava mais para Três Patetas. A bola chegava, faltava ataque – e justamente finalização. Mas o Galvão nos tranquilizou. O Brasil venceu duas Copas empatando a segunda partida. Ah, é? E a Holanda sabe disso?