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Luiz Carlos Merten

19 Fevereiro 2011 | 17h14

BERLIM – O próprio Asghar Farhadi ficou surpreso quzando a presidente do júri, Isabelkla Rossellini, anuinciou que ele havia ganhado o Urso de Ouro por seu belo filme ‘Nader and Nisim, a Separation’. Afinal, o filme já recebera antes os prêmios de interpretação masculina e feminina para o elenco todo. Foi uma vitória acachapante, mas não inesperada. ‘Nader and Nisim’ era o favorito e levou. A expectativa era pelo discurso de Farhadi, se ele faria referência a Jafar Panahi, cuja cadeira de jurado permaneceu vazia até o final. Farhasdi disse que ‘nosso povo’, os iranianos, são pacientes e manifestou a esperança de quer o affair Panahi ainda termine bem. O diretor de ‘Offside’, Fora de Jogo, foi o grande ausente deste festival. Desde a abertura, ele foi sempre lembrado, e não só pela cadeira vazia. A Berlinale de 2011 mostrou os filmes de Panahi, promoveu debates sobre a censura no Irã. Os olhos do mundo estão voltados pasra o presidente Mahmoud Ahmadinejad – a questão é se ele vai se deixar influenciar por isso. Se a vitória iraniana foi recebido com aplausos pelo público e muita emoção pelos premiados, o grande premio do júri para ‘O Cavalo de Turim’ desagradou a Bela Tárr. Ele nem disfarçou. Subiu ao palco, pegou seu urso de Prata e nem quis agradecer. Não saiu de fininho. Fez uma saída ruidosa. O prêmio de direção foi pasra o alemão Ulrich Kohlerr, por um filme do qual gostei bastante, ‘Sleeping Sickness’, embora a mauioria dos coleguinhas o tenha considerado, pelo clima mágico e pelo mistério da floresta, um sub-Apichatpong Weerasethakul. Mais tarde volto a falar sobre a premiação e ‘Taxi Driver’, que enfim revi. O que é aquele final do filme de Martin Scorsese? E o jovem De Niro? Além de supertalentoso – a cena do `Are you talking to me?` continua antológica -, o cara era bonito, o que nem me lembrava. Aguardem,. Vou voltar ao assunto. Agora, tenho de redigir minhas matérias para o ‘Estado’.