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Luiz Carlos Merten

19 Dezembro 2010 | 13h24

Houve ontem um jantar de despedida de ‘Calígula’ na casa do pai de Pedro Henrique Moutinho, no Morumbi. O próprio Gabriel Villela não estava presente, mas havia gente do elenco da peça de Albert Camus (tradução de Dib Carneiro Neto) e da próxima que Gabriel começa a ensaiar em março, ‘A Crônica da Casa Assassinada’, adaptada (pelo Dib) do romance de Lúcio Cardoso. Havia comentado isso com Hector Babenco, quando o entrevistei pelo lançamento de sua caixa com oito DVDs (falta só ‘Ironweed’) e o Hector disse uma coisa que até agora não havia conseguido incluir em post nenhum. Babenco tem a fama de durão, irascível, mas se há um cara que não economiza elogios é ele. Quando gosta, seja filme, peça ou livro, Babenco é supergeneroso e isso ele tem em comum com Cacá Diegues. Comentando a ‘Casa’ – autor mineiro, diretor de Minas -, ele disse uma coisa que achei muito bacana. “Olhaí o DIB, oferecendo outro rubi para a coroa de Gabriel.’ Ah, o barroquismo mineiro. Gabriel é o homem para botar Lúcio Cardoso no palco e, a propósito, misturando um póuco as bolas, Paulo César Saraceni, que fez uma versão irregular para cinema, vai ser homenageado no Festival de Tiradentes, em janeiro. Será que vasi passar ‘A Casa’? Tomara! De volta ao jantar de ontem – foi muito legal e tinha mais gente bonita por metro quadrado do que… Sei lá! Tapete vermelho de Hollywood? Tiago Lacerda, que sabe que o personagem do imperador romano é um diferencial em sua carreira, vai ser de novo, pela terceira vez – e aos 33 anos -, o Cristo na Paixão encenada em Nova Jerusalém. Tiago jogou a proposta – vamos lá, vai ser bacana. Sempre quis ir a Nova Jerusalém, para ver, de dentro, aquele grande espetáculo popular. Conversando no outro dia com Paulo Thiago e Tizuka Yamasaki, produtor e diretora de ‘Aparecida – O Filme’, também revelei quew, independentemente da religiosidade, tenho muita vontade de visitar a basílica no interior de São Paulo. Fui duas vezes a Fátima, uma a Lourdes. Por que não Aparecida e Nova Jerusalém? O problema é que o carnaval este ano é tarde, em março – acho que vou desfilar na Salgueiro, no Rio – e, consequentemente, a Páscoa também fica para o fim de abril. Vai coincidir com o Festival do Recife? Teria de ir duas vezes consecutivas a Pernambuco? Olhem que é tentador…