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Luiz Carlos Merten

14 Agosto 2007 | 15h30

Campo… Estou com preguiça de pesquisar, mas quando escrevi sobre Deserto Feliz, de Paulo Caldas, no Festival de Berlim, dizendo que não havia gostado muito, recebi um comentário de alguém que se identificava Campo-alguma-coisa e que me esculhambou do primeiro ao quinto, dizendo que era analfabeto, escrevia mal e por aí afora. Campo-alguma-coisa sugeria que eu revisse Deserto Feliz antes de dizer mais besteira. É o que pretendo fazer hoje à noite, já que o filme é o programa brasileiro desta terça-feira, devendo ser exibido após Nacido y Criado, de Pablo Trapero. Estou indo de espírito desarmado, mas já tem gente, que também viu o filme em Berlim, me chamando de louco e dizendo que Deserto In-Feliz basta uma vez. (O trocadilho infame não é meu, juro.) Há, e nisso concordo, uma expectativa de que os filmes desta noite dêem uma levantada na seleção de Gramado em 2007, que tem tido seus pontos de interesse (o muito miúra Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais), mas não está nem um pouco brilhante, o que tem levantado a suspeita de que o cinema brasileiro e o latino é que andam meia-boca. Vamos a Trapero e ao Paulo Caldas. E vocês aí em São Paulo não se esqueçam dos ciclos de Ozu e Mizoguchi que começam nesta terça-feira. Viagem a Tóquio, Bom-Dia, O Intendente Sancho – que filmes! Quem não (re)vir estará dando prova de que não é cinéfilo.