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Luiz Carlos Merten

17 Fevereiro 2010 | 12h53

BERLIM – Sorry, mas não houve jeito de postar nada, ontem. Cheguei no hotel já de madrugada, horário daqui, fiqauei uma meia hora tentando postar e o sistema caía. Tenho um monte de novidades, mas agora estou na corrida, para fazer entrevistas. Vi hoje ‘The Kids Are All Right’, de Lisa Cholodenko, sobre o qual Mark Ruffalo me havia falado com entusiasmo na entrevista que me deu (sobre ‘A Ilha do Medo’). Ruffalo é tão correto. Acha que o filme de Lisa chega num momento em que o debate sobre o casamento entre iguais – pessoas do mesmo sexo – é intenso nos EUA. O filme é sobre esse casal de irmãos que investiga quem deu o esperma para as mães lésbicas terem suas produções independentes. Ruffalo entra em cena e destabiliza a união de Julianne Moore e Annette Bening. Fugindo ao ‘exotismo’ do tema, Lisa filma relações. Quando fraqueja e cede para Ruffalo, Julianne está num momento difícil da relação. Annette e ela estão juntas há tanto tempo que vivem um momento de estagnação. Não é diferente de casais heteros e Ruffalo reforça (na vida) que gays e lésbicas têm de ser pais responsáveis – e até se superar – porque todo mundo está de olho neles, muita gente invocando o bom Deus para que as uniões dêem errado. Não tenho tempo de continuar. Acabo de entrevistar o pessoal de ‘Please Give’. Achei a diretora Nicole Holfecener bem interessante, melhor do que o filme, coisa que não é rara de ocorrer. Fiquei impressionado com Regina Hall. Não estava muito disposto a fazer a entrevista, mas Deus! que a atriz de Woody Allen em ‘Vicky, Cristina, Barcelona’ é alta, linda e muito inteligente. Depois eu conto.