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Luiz Carlos Merten

24 Maio 2009 | 07h21

CANNES – Valeska tem toda razaoh – foi bobagem minha falar num juizo `definitivo` sobre naoh importa que filme. A afirmacaoh foi feita no post sobre os brasileiros aqui em Cannes. Tantas coisas pesam na avaliacaoh e, no quadro de um festival como Cannes, onde a gente corre de um lado para outro – para ver filmes, fazer entrevistas, redigir textos, comer alguma coisa apressadamente etc -, isso me parece ainda mais evidente. Adoro esse estresse, mas jah tenho bagagem suficiente para saber que vou ter de voltar a determinados filmes e os dois brasileiros, o de Eduardo Valente e o de Heitor Dhalia, sao dois deles, ateh porque saoh autores que me interessam particularmente. Na verdade, eh sempre assim. Naoh me importo de rever muitas vezes os filmes, independentemente de haver gostado (ou naoh). Tantas coisas pesam numa avaliacaoh, principalmente quando se eh profissional. O publico, muitas vezes, veh o filme entre uma pipoca e um refrigerante e nao fica com ele. Descarta ou aplaude, mas superficialmente. Ao longo da minha vida como critico, existem filmes farois que sempre me iluminaram, mas outros de que gostei num primeiro momento depois se revelaram m… e eu cheguei a me perguntar – mas como pude ter gostado de semelhante porcaria? Da mesma forma, existem filmes a principio `ruins` que se revelaram, com o tempo, obras muito mais ricas e eu tenho de admitir que me havia equivocado. Por exemplo, no ano passado, aqui mesmo em Cannes, naoh havia gostado de `A Festa da Menina Morta`, quando vi o filme em Un Certain Regard. Revi-o muitas vezes depois. Em Gramado, no Festival do Rio, na Mostra de Saoh Paulo e hoje vou ao inferno para defender, se for preciso, o trabalho de Matheus Nachtergaele, que estreia agora em junho no Brasil. Hah um ano falamos – falo – nesse filme. Naoh sei se o publico ainda terah interesse, depois de tanto tempo. Espero que sim… Gostei muito do que disse Isabelle Huppert, na coletiva de apresentacaoh do juri de 2009. `Naoh estamos aqui para julgar, mas para amar os filmes.` Hoje ah noite saberemos quais filmes ela e seus companheiros de juri amaram. Eu tenho meus amores neste festival e jah os expressei. Suleiman, Haneke, Audiard… Gostei, o que foi surpreendente ateh para mim, do novo filme de Jane Campion, `Bright Star`, que a PlayArte vai distribuir no Brasil. Espero que Dona Elda naoh enfie `Bright Star` no mesmo buraco negro por onde sumiu `Two Lovers`, de James Gray, que tambem segue inedito nos cinemas brasileiros, um ano apos integrar a competicaoh de Cannes em 2008 (e o diretor eh jurado nesta edicaoh do festival). Ia atgeh rever `Bright Star` ao meio-dia (7 da manhah ai no Brasil), na serie de reprises que o festival proporciona no domingo, antes da premiacaoh final, mas ai vimn validar comentarios, comecei a redigir o post e perdi o horario. As duas e pouco tenho de ver Gasparzinho Noe, que ainda naoh vi, `Et Soudan le Vide` (Enter the Void). Sabem o que (re)vi hoje de manhah? Tarantino… Leiam o post seguinte, daqui a pouco.

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