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Luiz Carlos Merten

28 Maio 2010 | 09h11

Cheguei ontem pela amanhã a São Paulo! Peguei a maior fila no aeroporto, marginal travada. I’m back! Passei em casa, tomei banho e vim para a redação do ‘Estado’. Tinha matérias para redigir na edição de hoje do ‘Caderno 2’. Depois, problemas para resolver à tarde e os filmes na TV de domingo. Nem tive tempo de postar, e olhem que não foi por falta de tempo nem de assunto. Fui comentar com meu amigo Antônio Gonçalves Filho que havia revisto ‘Maratona da Morte’. Toninho é fãzaço do John Schlesinger. Repassamos nossos filmes favoritos do diretor – ‘Perdidos na Noite’ e ‘Domingo Maldito’. Toninho acrescentou aos dois “O Dia do Gafanhoto’, de que gosta bastante, ”O Mundo Fabuloso de Billy Liar’, do começo da carreira de Schlesinger, que ele não conhecia. Não sei ‘Billy Liar’ saiu em DVD, mas o resgate do filme pelo Toninho é coisa recente. Eu gostava dos filmes do começo da carreira de Schlçesinfgwer – ‘Ainda Resta Uma Esaperança’ (A Kind of Loving), ‘Billy Liar’. Reproduzo, mais ou mwenos, o que diz dele Jean Tulard em seu dicionário. São filmes sobre péssosas sem importância, cujas vidas o diretor reconstitui sem floreios, não propriamente um neo-neo- realismo inglês, mas aquele clima ‘irado’ que caracterizava o teatro dos angry men,  os autores de peças que anteciparam o free cinema. Confesso que, de Schlesinger, nunca gostei muito justamente de ‘O Dia do Gafanhoto’, que Toninho considera poderoso. No fim da vida, ele meio que entregou os pontos. ‘Adoradores do Diabo’ é horrível, mas ”Os Ianques Estão Chegando’, com Richard Gere me parecia tão bonito. Será que se mantém? Sempre achei curiosa – divertida? – uma história sobre Schlesinger, que saiu do armário e assumiu seu homossexualismo ao fazer ‘Midnight Cowboy’ e ‘Bloody Sunday’. Seu pai sempre o apoiou e só reclamou qauando, além de gay, ele fez do personagem de Peter Finch em ‘Domingo Maldito’ um judeu. Conta que o velho teria perguntado – ‘Mas, meu filho, por que judeu?’ Estou escrevendo isso e sendo atropelado pelos próprios pensamentos. Schlesinger teve a sua fase Julie Christie, que também coincidiu com a parceria do roteirista Frederic Raphael, que escreveu ‘Uma Estrada para Dois’ para Stanley Donen e ‘De Olhos bem Fechados’ para Stanley Kubrick. ‘Darling’ talçvez sweja the ‘ultimate experience’ enm comportamento libertário dos anos 1960. Julie Christie sai da classe operária, medíocre, e termina por se casar com um niobre italiano, depois de viver várias aventuras amorosas infgrutíferas ‘ibn between’. ‘Longe’, Far from the Madding Crowd, baseia-se em Thomas Hardy e é um dos fiklmes mais suntuosos que já vi – direção de arte do ‘loseyniano’ Richard MacDonald, fotografia de Nicolas Roeg, trilha de  Richard Rodney Bennett e aquele elenco – Julie produz um efeito devastador sobre Peter Finch, Alan Bates e Terence Stamp, não por acaso, os ‘jeunes premiers’, como dizem os franceses, mais em voga na segunda metade dos anos 1960. O tratamento da cor é qualquer coisa no filme, que foi um grande fracasso de público e crítica. O que salvou Schlesinger foi ter feito -e gsanhado o Oscar por – ‘Perdidos na Noite’, na sequência. Gostaria de rever ‘Longe Deste Insensato Mundo’, do qual me lem,brei, em cannes, por causa de ”Tamara Drewe’. O filme de Stephen Frears passa-se, em boa parte, num reduto para escritores, no campo, que empresta seu nome ao livro famoso de Hardy.