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De volta ao batente

Luiz Carlos Merten

02 Outubro 2008 | 14h20

RIO – Olá, cá estou eu de volta. Imagino que vocês tenham se perguntado sobre o que ocorreu comigo para não postar nada – nada! – durante dois inteiros, e em pleno Festival do Rio. Falei há pouco com a redação e o Zanin, meu colega Luiz Zanin Oricchio, me informou que alguns de vocês chegaram a invadir o blog dele em busca de notícias. Obrigado, amigos. Ocorre que as últimas semanas têm sido meio complicadas. Fiz alguns exames que acusaram diabete e só isso já foi um choque. Teve mais – um eletrocardiograma revelou uns probleminhas no coração e, desde então, tenho feito inúmeros exames. Na terça, fiz um cateterismo, procedimento de risco. Sobrevivi, claro, mas o médico me proibiu de postar. Não podia mexer muito com a mão durante 48 horas. Poupo vocês dos detalhes do que foram esses dois dias. Afinal, já não tenho uma mão. Com a outra imobilizada, tive de tomar sopa de canudinho… Mas não deixei de ver filmes. Na terça, horas após o tal cateterismo, ingressei às 17 horas no Cine Odeon BR e só saí à 1 da manhã, depois de ver ‘Titãs, a Vida até Parece Uma Festa’. Hoje, voltei a redigir, mas tinha matérias para a edição de amanhã do Caderno 2 e, ainda por cima, uma entrevista com Pablo Trapero e sua mulher, a atriz e produtora Martina Gusman, que estão aqui mostrando ‘La Leonera’, que já tinha visto em Cannes. Tenho feito entrevistas muito legais. Algumas já foram publicadas. Paolo Taviani, Trapero, Stephen Elliott, Gianni De Gregori. Outras estão no aguardo, Ferzan Oztepek, Theodore Thomas, Masahiro Kobayashi, o Kobayasinho, cuja master class devo apresentar amanhã em Belo Horizonte – e para isso vou ter de me ausentar uma noite do Festival do Rio. Mediei alguns debates da Première Brasil – ‘A Festa da Menina Morta’, de Matheus Nachtergaele, e ‘Romance de Geração’, de David França Mendes, adaptado do livro de Sérgio Sant’Anna. Daqui a pouco falo com Claude Miller, que já havia encontrado em janeiro, em Paris, e que está no Rio mostrando ‘Un Secret’. Para um festival que, em princípio, havia restringido os convidados por falta de dinheiro, tem havido muita gente bacana por aqui. Sorry dizer, mas não gostei muito do novo filme dos irmãos Coen, ‘Queime Depois de Ler’ – será que esses caras só sabem fazer filmes sobre boçais? E tudo filme de fórmula. A platéia ria como se fosse programa de TV, aquele riso enlatado, todas idéias recicladas de filmes anteriores da dupla (os Coens mudam no atacado para permanecer os mesmos no varejo). Em compensação, amei ‘O Casamento de Rachel’. E não é que o Jonathan Demme renasceu? Que filme maravilhoso, e que atriz, a Anne Hathaway! I’m in heaven. Mas falamos disso depois. Agora, tenho muita coisa para fazer. Só estou dando notícias, agora que voltei a digitar…