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Luiz Carlos Merten

15 Janeiro 2008 | 11h39

Olá, como andam vocês? Pensaram que eu tivesse morrido, sumido? Voltei… Para dizer a verdade, até levei o laptop para Paris, mas nunca vi coisa igual. Nenhum ambiente tinha wireless e também me faltava o adaptador de tomada. Como tinha 1001 entrevistas para fazer, filmes para ver e exposições que nã queria perder… Pensei comigo. Na volta, conto tudo. O 10º Encontro do Cinema Francês foi muito legal. Fiz umas entrevbistas bem lwegais com Claude Chabrol, Jean-Pierre Darroussin, Claude Miller, Clodilde Hemsler (a atriz de Les Chansons d’Amour, de Christophe Honoré). Num jantar na Prefeitura de Paris, seguido de passeio pelo Sena, encontrei/conversei com Agnès Varda, sobre quem falei outro dia aqui no blog, e Dominique Blanc. Na cerimônia de entrega do prêmio Lumière – o Globo de Ouro do cinema francês, atribuído pelos correspondentes estrangeiros em Paris -, não resisti e fui falar com Ariane Ascaride, que, muito simpática, me deu trela para conversarmos sobre o cinema de Robert Guédiguiian. Também encontrei Toni Marshall, a diretora de Instituto de Beleza Vênus; Jean-Paul Salomé, que foi meu colega no júri da Caméra d’Or (e acaba de realizar, com Sophie Marceau, um filme sobre a mulher na Resistência Francesa). Ou seja, vou ter assunto para muitos posts que vocês vão ter de agüentar pelos próximos dias. Saí de São Paulo agendado para ver a exposição de Victor Erice e Abbas Kiarostami e, afinal, o que me encantou, foi a grande exposição sobre Gustave Courbet no Grand Palais – ele daria um filme maravilhoso de Tim Burton, que teria o ator perfeito, Johnny Depp, para fazer o jovem Gustave – e outra intitulada Do Super-Homem ao Gato do Rabino, sobre a influência da cultura judaica nos quadrinhos. Muito legal. E os filmes! Além das pré-estréias mundiais e dos outros que tive de ver por causa das entrevistas, também assisti, nos cinemas, a ‘Serpico’, de Sidney Lumet, com o jovem Al Pacino, em cópia nova; ‘A Porta do Inferno’, que ganhou a Palma de Ouro e arrancou de Jean Cocteau uma frase famosa – ele disse que não sabia o que era a cor no cinema até assistir ao filme de Teinosuke Kinugasa, em 1953; e uma raridade inédita na França. Já havia visto ‘Pai e Filha’, de Yasujiro Ozu, mas vi agora ‘Pai e Filho’, também com Chisu Ryu. Que coisa linda! Enfim, quero saber de vocês. Já viram ‘Desejo e Reparação’? Gostaram do resultado dos Globos de Ouro? Sobre os Globos – Marion Cotillard foi melhor atriz também no prêmio Lumière, por ‘Piaf’, e Julian Schnabel ganhou dos correspondentes estrangeiros em Paris os prêmios de melhor filme e direção (em Los Angeles, foram os de melhor filme estrangeiro e direção). Daqui a pouco, a gente continua…