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Cultura » De baianos e índios

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Luiz Carlos Merten

13 Dezembro 2008 | 11h05

Esrive ontem à noite na casa de Mararida Oliveira, encontrei pessoas simpáticas, pessoas que não via hpá tempos – a própria Margô, Flávia, Adhemar Oliveira, Patricia, Isabela Boscov, Inácio Araújo, José Geraldo Couto, Ana Paula, Mariana Morisawa etc. Confesso que ainda estou sensível – fragilizado, como se diz. Estou me recuperando bem, mas esta cirurgia é muito violenta e, às vezes, ainda sinto como se um trator estivesse passando no meu peito. Me dá uma vontade de chorar, absolutamente irracional. Ontem, por exemplo, experimentei essa sensação, e não foi vontade de chorar de raiva, depois de assistir a ‘Se Eu Fosse Você 2’. Cinemão comercial, que Daniel Filho encheu de referências – inclusive a outro filme dele, ‘O Primo Basílio’ – nada que vá ficar para a história. Então o que mexeu comigo? Ainda preciso descobrir. Conversei bastante com Adhemar e com a mulher dele, à noite, na casa da Marigarida. Adhemar inaugura na semana que vem, em Salvador, o Espaço Unibanco Glauber Rocha, que pelo visto virou sua menina-dos-olhos, num lugar lindo, do qual se tem uma vista espetacular da cidade, ele garante. Espero que meus amigsos baianos curtam essa nova iniciativa de espaço cultural na cidade, que embute a homenagem a Glauber, queira-se ou não, goste-se ou não, ‘o’ grande autor do cinema nacional. Por falar em Salvador, Bahia, fui talvez o maior degensdor de ‘Ó Paí Ó’. Gostei muito d filme de Monique Gardenberg, que me tocou de uma maneira muito pessoal., mas perdi os primeirosd capítulos porque estava no pré-cirurgia, depois iniciando a recuperação, que no começo foi dura, mas agora está OK. Maria do Rosário me sugeriu que pedisse os DVDs da s[érie para a própria Monique? Será – ou eu espero o lançamento em DVD? De qualquer maneira, no encontro para votasção da APCA, Rosário revelou-se a maior admiradora de ‘Ó Paí Ó’. Acho legal que filmes importantes da retomada tenham dado origem a séries de sucesso. São os momentos em que acho que uma indústria do cinema, do audiovisual, seria viável no Brasil. Conversei ontem com o Adhemar sobre os sucessos e fracassos brassileiros do ano. ‘Serras da Desordem’ foi mal de público – filme de índio em geral vai muito mal, diz o Adhemar -, mas nós, da APCA,o votamos como melhor do ano (com ‘Linha de Passe’, de Walter Salles, e eu não só acompanhei como puxei o reconhecimento pelo filme de Andrea Tonacci). Mas comntamos, também, num cinema que quer chegar ao público, a demada do mercado. ‘Bezerra de Menezes’ foi o fenômeno brasileiro deste ano. Não é certamente um filme de crítico, e daí que não é nem bom? Havia um nicho de mercado à espera de ‘Bezerra de Menezes’. O filme fez história em 2008 por atender a essa demanda reprimida.