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Cultura » Darlene, mascote?

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Luiz Carlos Merten

13 Julho 2008 | 13h22

Que ótimo! Mesmo não tendo visto ainda todos os concorrentes do 1º Festival de Paulínia, quero dizer que já gostei dos prêmios de melhor ator coadjuvante e atriz para Ângelo Paes Leme e Cláudia Abreu, a quem já elogiei num post anterior, sobre ‘Os Desafinados’. Mas o que é a Cláudia Abreu no filme do Walter Lima Jr.? Antes, Cláudia fazia papéis de ‘mocinha’. Aqui, faz uma mulher com M, um Mulherão. E o ô Ângelo passa bem a dor de seu personagem, que ama sem ser correspondido. Também aprovo o prêmio de melhor ator para Paulo José, por ‘Pequenas Histórias’. Aliás, o filme de Helvécio Ratton, que estreou sexta, é bem bonito. Não sou muito fã de ‘Uma Onda no Ar’ nem de ‘Batismo de Sangue’, apesar da sinceridade do elenco (Daniel de Oliveira à frente), mas há uma mineirice que me encanta no cinema de Ratton, em filmes como ‘A Dança dos Bonecos’, ‘Menino Maluquinho’ (o primeiro) e ‘Pequenas Histórias’. O próprio Ratton diz que seu novo filme tem o pé na roça. Não apenas – tem também o pé num imaginário popular muito rico. As pequenas histórias poderiam ser muito bem ‘causos’ de Darcy Azambuja ou ‘lendas do Sul’ coletadas por Simão Lopes Neto, duas figuras historicamente importantes da literária gaúcha (não vou dizer ‘gauchesca’ porque parece pejorativo, mesmo não sendo). Só para completar, Darlene Glória foi a melhor coadjuvante em Paulínia, por ‘Feliz Natal’. Há 36 anos, Darlene foi melhor atriz na primeira edição de outro festival de cinema brasileiro que ficou importante, o de Gramado. Ela ganhou por sua criação – antológica – como Geni em ‘Toda Nudez Será Castigada’, de Arnaldo Jabor. Pode ser um bom signo para o novo festival que está começando. Longa vida ao Festival de Paulínia.