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CTG

Luiz Carlos Merten

22 Março 2017 | 09h54

Nunca sei se a Abraccine é uma associação de críticos ou um CTG, no modelo gaúcho, em defesa da tradição. Aqui não se ousa, deve ser a divisa. Os Unidos do Consagrado. Não duvidava que Limite fosse escolhida a melhor ficção do cinema brasileiro, quando a entidade selecionou os 100 melhores filmes. Não é de hoje que a elite escolheu o filme de Mário Peixoto como ‘seu’ clássico. Não me fala ao p… Sou mais o Glauber (Terra em Transe), o Nelson (Vidas Secas), o Ruy (Os Fuzis), o Roberto (Farias, Selva Trágica), o Marcelo (Gomes, Cinema, Aspirinas e Urubus), o Walter (Hugo Khouri, Noite Vazia), o Antônio Carlos (Fontoura, Rainha Diaba) e o Luiz Fernando (Goulart, Marília e Marina) etc. Também era capaz de apostar minha mão que Cabra Marcado para Morrer seria o melhor documentário, na outra lista, divulgada na semana passada. Mesmo assim,, surpreendi-me porque Eduardo Coutinho emplacou três dos quatro melhores documentários – Cabra, Jogo de Cena e Edifício Master (em quarto), ficando Santiago, de Eduardo Coutinho, em terceiro. Minha lista seria outra – Santiago, Viramundo, Edifício Master, Theodorico Imperador do Sertão, Wilsinho Galileia, Pitanga, Divinas Divas. Não sou louco de não reconhecer a importância do Cabra, mas sinto sempre uma espécie de mal-estar. Coutinho ainda não era o entrevistador que converteu o documentário numa arte do encontro. Basta comparar as entrevistas meio truncadas do Cabra com as de Theodorico, quando o majó foge das perguntas e revela, de dentro, a essência sem pudor do coronelismo. Não vou adiante com esse post. Talvez não o devesse ter começado. Enfim, está.