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Luiz Carlos Merten

03 Junho 2007 | 13h38

E, afinal, não é Charles Tasson nem Tassoni o autor de La Photogénie de la Série B, livro da editora Cahiers du Cinéma, sobre o qual falei ontem. O cara se chama Charles Tesson, com E. Entre os diretores que ele cita como representativos da série (ou filme) B deixei de citar Jack Arnold, de O Monstro da Lagoa Negra e O Incrível Homem que Encolheu. Entre os filmes, omiti dois que Tesson considera referências fundamentais – Curva do Destino (Detour), de Edgar G. Ulmer, de 1946, que eu devo confessar que nunca vi, e Os Invasores de Marte, de William Cameron Menzies, de 53. O livro tem um capítulo dedicado aos atores e atrizes. Elas – Rhonda Fleming, Yvonne De Carlo, Virginia Mayo. Eles, ou ele – Vincent Price, que conta uma história divertidíssima. Um dia, ele filmava a série de Roger Corman adaptada de Edgar Allan Poe e o produtor e diretor chegou para o Price dizendo que seu personagem ia desaparecer no dia seguinte. Como isso vai ocorrer, perguntou Price, que, pelo roteiro, ainda tinha muitas cenas para filmar? Não faço a menor idéia, dê um jeito de resolver o problema, falou Corman, que decidiu suprimir o ator por medida de economia. Finalmente – Allan Dwan. Charles Tesson cita dois filmes de Dwan na sua lista de obras-primas da série B. Um é O Poder do Ódio (Slightly Scarlet), com John Payne e Rhonda Fleming, de 1956, e o outro, The River’s Edge, de 1957. Fiquei devendo o título deste último no Brasil. Chamou-se Matar para Viver.