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Luiz Carlos Merten

23 Junho 2007 | 10h50

Régis tem toda razão. William Wyler nasceu em Mulhouse, na Alsácia e antes da 1ª Grande Guerra a região era da Alemanha. Ficou francesa após a guerra. Somando a isso a vinculação maior de Wyler com a cultura francesa – filmou Amor na Tarde em Paris e Um Milhão de Dólares passa-se, em boa parte, no Louvre; cultivava Henri Langlois e André Bazin; fez inscrever em seu cartão de apresentação ‘ancienne vague’, após o surgimento da nouvelle vague -, fui induzido ao erro, que agora corrijo. De qualquer maneira, nascido na Alsácia, antigamente alemã, ou agora francesa, Wyler nunca foi um diretor alemão nem francês, mas americano, um dos grandes da história de Hollywood. Curiosamente, espero ter deixado claro que não morro de amores pelo Wyler supervalorizado de Os Melhores Anos de Nossas Vidas. Gosto mais de Jezebel – Wyler criou o efeito do vestido vermelho em preto-e-branco filmando com veludo preto -, de A Princesa e o Plebeu, Sublime Tentação, Da Terra Nascem os Homens e O Colecionador. E ah, sim, considero muito interessante uma história que Sérgio Augusto contou após a morte do diretor. No fim da vida, Wyler correu o mundo – esteve no Brasil, em Ouro Preto -, inseparável de uma câmera portátil com a qual documentava tudo e na qual se permitia todos os fricotes de linguagem que o austero classicismo de seus grandes filmes não lhe permitiam. Sérgio Augusto, que surpreendeu Wyler com o dedo no botão da câmera, dizia que ele estava descontando… Quanto ao outro erro, foi f… Daniel virou Pizza. Socorro! Sorry, Daniel, mas o nome induz. Não quis fazer piada. É como o meu. Uso muito a Embratel, para chamadas a cobrar para o Brasil, quando estou no exterior. Já devo ter feito um milhão de chamadas e até hoje não acertaram meu nome. Os operadores/operadoras repetem sempre – Merden? E há um tonzinho de mofa. Até no Japão, a telefonista conseguiu dizer Merten direito. Só a Embratel não acerta.