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Luiz Carlos Merten

19 Novembro 2011 | 09h51

Permaneci dois dias no Rio e corri tanto que nem tive tempo de postar. Fui quinta pela manhã e corri para a sucursal do ‘Estado’, porque tinha as matérias de sexta, inclusive a entrevista com Sérgio Borges, o diretor de ‘Sol sobre os Ombros’, para apurar, antes de redigir. Tivemos um Gostei/Não gostei, o que, sob certos aspectos, pode até ajudar o filme, criando uma polêmica que o torne interessante, ou pelo menos intrigante – vamos lá conferir -, para o público. Mas tenho de admitir que gosto mais do diretor, com quem se pode conversar sobre diversidade estética numa boa, do que do resultado. Os personagens não me atraem, acho que seria capaz de segui-los como ficção pura, mas não no híbrido de ficção e documentário proposto pelo diretor. Prometo voltar ao assunto, mas antes tenho de rever o filme, que ocupas uma fatiazinha do mercado, ocupado massivamente pela primeira parte de ‘Amanhecer’. A terceira parte – final – da saga ‘Crepúsculo’ está ocupando 1200 salas do País. Imaginmo quantas delas estarão sendo exibidas dubladas – umas mil? E viva a campanha para analfabetizar o povo brasileiro, cujos índices, o do analfabetismo, me pareceram alarmantes numa tabela que vi na capa dos jornais, quando saiu o recente censo que mostrou a nova cara da sociedade brasileira, mas parece que só eu estou contra a tal campanhja, que ou eu me engano ou começou na TV paga, no Telecine Pipoca e isso desfaz o mito da necessidade de atender às classes C e D. Não, começou na A e B mesmo. Mas, enfim, embolei uma coisa que queria dizeer e, por isso, volto ao ‘Céu sobre os Ombros’. Eu gosto dessas tomadas de posição, mas o Gostei/Não gostei, que não vi impresso – sei lá os motivos do Zanin, que tasmbém devem estar no blog dele -, mas isso me evocou a entreviksta com RIchard Brooks num livro que comprei no aeroporto em Dallas, na volta da junkett dos ‘Muppets’. O livro é uma ediçãso doi American Film Institute, a cargo de George Stevens Jr. Chama-se ‘Conversations with the Great Filmmakers of the Golden Age of Hollywood’. Brooks é um deles, com Raoul Walsh, King Vidor, George Stevenbs e muitos outros, mais três autores estrangeiros – Ingmar Bergman, Federico Fellini e Satiajit Ray. Meu Deus, mesmo que seja para pouca gente ler – com o estímulo da preguiça para a leitura, por meio da dublagem -, acho que as editoras fariam um favor ao cinéfilo, porque esse é um daqueles livros fundamentais para quem se interessa pelo assunto. Brooks diz uma frase que me tocou. É (era) um diretor que prestava atenção nos creíticos. Nâo se saía com a frase chavão de que importante é o público etc. Mas Brooks diz que, muitas vezes, lendo o que escreviam sobre ele, se sentia mero joguete nas disputas entre eles. A frase – ‘The critics broke my heart more than the women I loved’. Os críticos partiram meu coração mais do que as mulheres que amei. Essa frase me acompanha, agora, e eu penso quantos corações parti (de diretores. Os outros eu sei). Voltei ontem à noite (do Rio) e ainda tive de redigir matérias na lan house do aeroporto, porque não daria tempo de chegar ao jornal e o povo me esperava na redação, para fechar a edição de domingo. São quase 10 da manhã e eu estou em casa. Havia aberto o blog para postar alguma coisa sobre os clásssicos da Semana Pirelli, com todos aqueles Moniccellis restaurados – e mais obras de Fellini, Pietreo Germi, Luigi Zampa e  e Elio Petri – que vêm se somar aos títulos da retrospectiva de Niocholas Ray e a outra retrospectiva, que eu nem sabia que estava rolando (o comentário foi de Mário Kawai) sobre SAmuel FUller. Passa ‘Beijo Amargo’? Em caso afirmativo, para tudo. Vou tomar café e ver um infantil no Shopping Eldorado (às 10h30!). à tarde euj volto, e falando de Antonio Banderas e Salma Hasyek, que entrevistei no Rio, com o diretor Chris Miller, pelo ‘Gato de Botas’.