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Conversas de amigos

Luiz Carlos Merten

01 Março 2008 | 10h21

Obrigado, Lulu. Bem que na hora em que escrevi Luís XIV (sobre ‘La Marseillaise’, de Renoir) me bateu algo estranho. Claro que o rei da Revolução Francesa é o Luís XVI. Mário Viana, homônimo do dramaturgo, meu ex-colega no Estado – ou será o próprio? -, toca num assunto que eu acho muito legal e que diz respeito à hipocrisia do Oscar. Mário também acha – ele escreveu primeiro, mas é o que penso – que Daniel Day-Lewis cresce uma enormidade quando contracena com o Paul Dano e agora vou eu dizer que acho a do pastor hipócrita a melhor interpretação de ‘Sangue Negro’. Mas, afinal, quem é Paul Dano? Não foi nem indicado. Agora, Daniel Day-Lewis é uma instituição do cinema de língua inglesa. Está numa fase de sua carreira que lembra a Meryl Streep. Lembram-se dela, há não sei quantos anos? Todos os filmes que Meryl fazia a colocavam, automaticamente, entre as finalistas do Oscar. O Oscar sempre pega alguém para Cristo e elege como ‘the best’. Daniel foi indicado por ‘Gangues de Nova York’. Claro, não é o mesmo filme, o mesmo diretor, o mesmo personagem, mas ninguém, me tira da cabeça que as duas interpretações vão pela mesma linha. O cara nem muda! Virou uma persona que se repete. Brinco, claro, mas está para nascer quem me convença que o Daniel era o nota 10 na seleção do Oscar deste ano. Saymon tanto bate na tecla de que ‘Desejo e Reparação’ é novela das 6 que suas críticas estão tendo o inverso sobre mim. Se as novelas das 6 andam no nível de ‘Desejo e Reparação’, o que eu estou fazendo aqui polemizando sobre ‘Sangue Negro’ e Daniel Day-Lewis, sobre ‘Onde os Fracos não Têm Vez’ e o Oscar dos irmãos Coen? Por que não estou plugado na ‘deslumbrante’ – é o que me deixa subentendido o Saymon – novela das 6? Renato, tenha um pouco de paciência. Estou querendo mesmo falar sobre cinema brasileiro. Aliás, ando p… Desde que voltei da Europa, não consegui fazer um (um!) destaque do Canal Brasil nos filmes na TV do Estado. O canal brasileiro agora tem dez programas de entrevistas, shows e não sei mais o quê, para cada filme, mas o pior é que não encontro o Canal Brasil na Monet, a revista da Net, que é, obviamente, a fonte de referência para ‘pescar’ meus destaques de todos os canais. Só encontro na outra revista, mas naquela a programação não é discriminada e é preciso olhar a grade do dia para descobrir – com lupa – o que o BRA está exibindo no horário. Francamente!

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